Japão cria diretrizes para ensinar japonês a estrangeiros em escolas noturnas

Tóquio - O Japão emitiu suas primeiras diretrizes voltadas ao ensino da língua japonesa nas escolas ginasiais noturnas, diante do crescimento do número de estudantes estrangeiros nesses estabelecimentos, de acordo com o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.
Esse nível de ensino no período noturno é voltado principalmente para pessoas que não concluíram a educação obrigatória. Segundo o MEXT, até abril havia 69 escolas ginasiais noturnas no Japão, distribuídas entre províncias e cidades designadas por decreto. Uma pesquisa referente ao ano fiscal de 2024 mostrou que mais de 60% dos alunos são estrangeiros, noticiou o Yomiuri.
Diretrizes
A recomendação do governo é que sejam criados planos de ensino adaptados a cada aluno, levando em conta a proficiência no idioma nativo, o tempo de permanência no Japão, o histórico educacional no país e no exterior, o idioma falado em casa e os objetivos futuros, como a continuidade dos estudos ou a busca por emprego.
Para os alunos que pretendem seguir para o ensino médio ou para escolas profissionalizantes, as diretrizes recomendam o desenvolvimento da capacidade de expressar pensamentos por meio de redações, relatórios e entrevistas.
Quando o objetivo do aluno for melhorar as condições para conseguir um emprego, as diretrizes indicam que seja dada ênfase às habilidades básicas de leitura e escrita.
Para que o apoio continue depois da formatura, o documento também incentiva a colaboração com aulas locais de língua japonesa e organizações de voluntários.
Os professores das escolas noturnas são licenciados para lecionar no ensino ginasial, mas muitos não têm experiência no ensino de japonês como língua estrangeira.
Uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação revelou que, antes da conclusão das diretrizes, entre as 59 escolas analisadas, 43 (72,9%) tinham professores de japonês para falantes nativos e de inglês. A maior parte das escolas noturnas respondeu que precisa de apoio externo, como aulas locais de língua japonesa.
Foto: Canva








































