Andropausa afeta milhões de homens no Japão, mas ainda é pouco discutida

Tóquio – A andropausa é a queda gradual da produção de testosterona nos homens, provocando sintomas como irritação, cansaço, alterações de humor e diminuição da libido. O problema também é conhecido como "menopausa masculina" e costuma aparecer por volta dos 50 anos. No entanto, a queda dos hormônios masculinos pode começar entre os 40 e os 50 anos, devendo ser avaliada por um urologista ou endocrinologista.
A estimativa é de que existam 6 milhões de homens com sintomas de andropausa no Japão. No caso daqueles na faixa dos 40 anos, acredita-se que o problema afete um em cada cinco ou seis. Mas a conscientização e a compreensão sobre o tema ainda merecem atenção no país, publicaram o News on Japan e a TBS News.
Principais sintomas
Os principais sintomas da andropausa são pouca energia, cansaço excessivo ou sensação de fraqueza física, alterações frequentes de humor, irritabilidade, ondas de calor, diminuição da libido e disfunção erétil. Constam ainda redução da massa muscular e da densidade óssea, diminuição da quantidade de pelos no corpo, aumento da gordura corporal, crescimento das mamas, condição conhecida como ginecomastia, dificuldade de concentração, perda de memória de curto prazo e insônia, segundo o Tua Saúde.
Os sintomas em geral estão ligados ao hipogonadismo, condição na qual os testículos não produzem testosterona suficiente. O quadro pode interferir no cotidiano dos homens, sendo necessário consultar um médico.
Quem faz o diagnóstico?
O diagnóstico da andropausa é feito pelo urologista ou endocrinologista, por meio da avaliação dos sintomas, do momento em que começaram e da idade do paciente.
Esses profissionais podem solicitar exames para medir os níveis de testosterona total e livre no sangue, além de hormônios da tireoide, prolactina, colesterol total e fracionado, glicemia e níveis de ácido úrico.
Outro ponto que o médico poderá avaliar é a condição da próstata, por meio de exame de sangue, como o Antígeno Específico da Próstata (PSA, na sigla em inglês), e, quando necessário, toque retal, principalmente em homens a partir dos 50 anos.
Tratamentos
O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e equilibrada, redução do consumo de sal e de alimentos ricos em gorduras e açúcares, prática de atividade física, além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebida alcoólica.
Há também o uso de suplementos nutricionais com vitaminas, minerais e antioxidantes, que podem ajudar no controle dos baixos níveis de testosterona no sangue, quando indicados por um profissional de saúde.
A reposição de testosterona pode ser indicada para homens com alterações de humor, cansaço físico, perda muscular ou óssea, ou risco aumentado de osteoporose, desde que haja deficiência hormonal confirmada por exames. Essa terapia pode ser feita por gel, injeção ou outros meios, sempre com acompanhamento médico.
Existem riscos na reposição de testosterona, como agravamento de câncer de próstata já existente, aumento do risco de problemas cardiovasculares em alguns pacientes, toxicidade no fígado em determinadas formulações, piora da apneia do sono, acne e oleosidade da pele.
Uma pesquisa recente mostrou que muitos homens japoneses conhecem a andropausa, mas ainda têm dificuldade para falar sobre os sintomas com outras pessoas. Também há uma parcela expressiva que afirma desconhecer os sinais do problema.
Para tornar o conhecimento sobre a andropausa mais acessível, a organização Chebura está usando técnicas de teatro. O grupo afirma que recentemente tem observado aumento nas consultas de esposas que não sabem como lidar com a andropausa dos maridos.
Foto: Canva







































