Câmara aprova retorno da bagagem gratuita em voos no Brasil

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Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que garante o despacho gratuito de bagagem de até 23 kg em voos nacionais ou internacionais operados no país. O tema, porém, ainda não está definido, pois o projeto seguirá agora para análise no Senado.

O retorno do despacho de bagagem sem custo para os passageiros consta da emenda do deputado Alex Manente (Cidadania SP), incluída pelo Plenário no Projeto de Lei 5041/25, do deputado Da Vitória (PP ES). A emenda recebeu apoio de 361 parlamentares contra 77, publicou a Agência Câmara de Notícias.

O autor da emenda destacou que, desde 2017, quando a cobrança começou, as empresas faturaram cerca de R$ 5 bilhões até 2024, mas isso, segundo ele, não resultou em redução no preço das passagens.

O projeto previa inicialmente a gratuidade também em voos internacionais para uma mala de bordo, mas o relator, deputado Neto Carletto (Avante BA), manteve a possibilidade de cobrança nesses trechos internacionais em razão da competitividade das companhias de baixo custo.

Com o substitutivo aprovado, o passageiro poderá levar, sem custo adicional, uma mala de bordo de até 12 kg em voos domésticos e uma bolsa ou mochila sob o assento. As mudanças serão incorporadas ao Código Brasileiro de Aeronáutica. “Diante de manifestações recentes de empresas aéreas sobre eventual cobrança por esse tipo de bagagem, impõe-se a necessidade de elevar essa proteção ao nível legal, a fim de conferir segurança jurídica e impedir práticas abusivas”, disse Neto Carletto.

Outro procedimento comum das companhias também passará a constar no código. Trata-se da bagagem de bordo que não puder ser acomodada no bagageiro da cabine por restrições de segurança ou de capacidade. Nessa situação, o despacho será gratuito.

O texto determina que as regras para o transporte de volumes de bagagem de mão devem ser apresentadas nos canais de venda mantidos pelo transportador, de modo que sejam facilmente compreendidas pelo público.

Foi aprovada ainda a emenda da deputada Renata Abreu (Pode SP), que proíbe o cancelamento do trecho de volta previsto na compra quando o passageiro não comparecer ao embarque do trecho de ida, prática conhecida como “no show”, exceto se houver autorização expressa do passageiro.

O projeto aprovado na Câmara também proíbe as empresas de cobrarem valor adicional pela marcação de assento padrão em voos domésticos e internacionais operados em território nacional. O assento padrão é aquele que não integra áreas com maior espaço para as pernas, como saídas de emergência, ou cabines premium. A marcação gratuita do assento padrão poderá ser feita no momento do check-in ou antes.

Foto: Agência Brasil

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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