70% da população no Japão está despreparada para grandes desastres, mostra pesquisa

2026/03/13 09:20
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Tóquio – Pesquisa da Sociedade da Cruz Vermelha do Japão revelou que 69,2% dos japoneses não estão preparados para a ocorrência de desastres naturais, semelhantes ao poderoso terremoto e tsunami ocorridos em 11 de março de 2011. Os entrevistados disseram que não tomaram nenhuma providência ou adotaram ações insuficientes para se prepararem para o pior cenário.

A pesquisa foi feita via online em janeiro com 1.200 pessoas de 10 a 69 anos de idade em todo o país, das quais 84,1% acreditam que um desastre de magnitude comparável ao terremoto e tsunami de 2011 ocorrerá no futuro, publicou a Jiji Press.

Mas 20,3% dos respondentes afirmaram não estar preparados de forma alguma para um desastre daquela magnitude, enquanto 48,9% confessaram ter tomado algumas medidas, mas insuficientes.

Em oposição a isso, 20,5% responderam que estão total ou parcialmente preparados, enquanto 10,3% não souberam o que responder.

Um representante da Cruz Vermelha disse que é difícil se preparar para desastres que podem superar as expectativas de todos. “Mas esperamos ajudar a aumentar a conscientização das pessoas (sobre a importância de adotar medidas para reduzir os danos causados por desastres) ao oferecer seminários relacionados", acrescentou.

Orientar aos estrangeiros

No Japão hoje vivem pouco mais de 4 milhões de estrangeiros, ou quase o dobro do total que havia na época do Grande Terremoto do Leste em 2011. E hoje existem alguns programas que dão orientação aos estrangeiros sobre se preparar, segundo a NHK.

Um dos programas é o Líderes de Prevenção de Desastres para Residentes Estrangeiros, organizado pela Associação de Turismo, Convenções e Relações Internacionais de Sendai, uma das cidades mais afetadas pelo poderoso terremoto de 2011. No local são realizados exercícios de preparação para desastres e a organização de bolsas de evacuação de emergência.

O governo japonês estima que se um grande tremor atingir Tóquio, o número de mortos poderá chegar a 18 mil. A capital japonesa abriga um em cada cinco estrangeiros residentes no país e também oferece orientação sobre como se preparar para um grande desastre natural.

As autoridades do distrito de Chiyoda realizaram em janeiro um passeio de preparação para desastres destinado tanto a moradores estrangeiros quanto japoneses.

Todos aprenderam a usar o sistema de correio de voz em casos de emergência, que pode ser usado gratuitamente em telefones públicos, o qual permite a verificação de informações a partir do exterior.

Os participantes aprenderam também a identificar estabelecimentos que após um grande terremoto, oferecem assistência, como água e acesso a banheiro.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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