Suor faz quase 60% dos japoneses desistirem de atividades, aponta pesquisa

Tóquio – Uma pesquisa realizada por três empresas farmacêuticas revelou que quase 60% dos japoneses preocupados com a transpiração deixam de realizar determinadas atividades por causa do suor. O levantamento foi feito em fevereiro pelas empresas Kaken Pharmaceutical Co., Hisamitsu Pharmaceutical Co. e Maruho Co. e envolveu pessoas de 15 a 59 anos de todo o Japão.
Foram entrevistadas 9.459 pessoas que forneceram respostas válidas. Entre elas, 4.767 disseram se preocupar com a transpiração.
Um dos dados do levantamento mostra que 66% dos entrevistados preocupados com o suor o consideram sujo ou anti-higiênico. Além disso, 65% sentem que a transpiração pode causar incômodo às outras pessoas.
Entre os participantes de 15 a 19 anos que disseram ter problemas com suor, 65% já haviam desistido de fazer algo que desejavam por causa da transpiração. O percentual é superior aos 58% registrados entre todos os entrevistados que demonstraram esse tipo de preocupação, noticiou a Jiji Press.
Entre as pessoas preocupadas com o suor, 44% disseram já ter enfrentado problemas com manchas em uniformes ou camisas, enquanto 36% afirmaram que a transpiração limita as roupas que podem usar. Entre os adolescentes, evitar aproximação ou contato físico com amigos apareceu entre os comportamentos mais frequentes.
O impacto psicológico também chama a atenção. Entre os entrevistados com problemas de transpiração, 46% disseram enfrentar situações constrangedoras por causa do suor pelo menos uma vez por semana, enquanto 40% afirmaram perder a autoconfiança com a mesma frequência. Entre os adolescentes, os percentuais sobem para 58% e 52%, respectivamente.
Outro dado revelado pela pesquisa mostra que 69% das pessoas incomodadas com o suor não conversam com ninguém sobre o problema. Entre aquelas com 30 anos ou mais, essa proporção supera 70%. Além disso, 90% dos entrevistados que demonstraram preocupação com a transpiração nunca haviam procurado atendimento médico por causa do suor.
A pesquisa também revelou uma diferença relevante entre a percepção das pessoas afetadas e a dos médicos. Cerca de 47% daqueles que enfrentam problemas com transpiração acreditam que deveriam procurar um médico apenas quando o quadro fosse claramente grave, provocasse prejuízos concretos ou dificultasse significativamente a vida cotidiana.
Entre os dermatologistas entrevistados, porém, 73% disseram que a pessoa deveria procurar atendimento sempre que o suor estivesse causando algum incômodo, independentemente da quantidade de transpiração.
O levantamento também mostra como o problema é percebido socialmente. Entre todos os 9.459 participantes, 59% disseram considerar normal ter de suportar os inconvenientes provocados pelo suor, 53% afirmaram que esse tipo de problema deveria ser resolvido pelo próprio indivíduo com esforço ou cuidados pessoais e 52% consideraram a transpiração excessiva simplesmente uma característica física da pessoa.
Ao mesmo tempo, 65% disseram que regras como o uso obrigatório de uniformes escolares ou ternos no trabalho já não correspondem às atuais condições climáticas, enquanto 61% afirmaram que gostariam que a sociedade fosse mais tolerante com quem transpira muito.
A pesquisa faz parte do projeto “Ase de Byoin Atarimae ni Iinkai”, que busca ampliar a conscientização e a compreensão da sociedade sobre os problemas relacionados à transpiração.
Além dos 9.459 participantes, também foram entrevistados 200 dermatologistas com experiência no atendimento de pessoas com hiperidrose.
Foto: Canva






































