Shinjuku pode proibir cerca de 2 mil hospedagens de curta duração

Tóquio – As autoridades do distrito de Shinjuku, em Tóquio, planejam proibir, como regra geral, estabelecimentos que oferecem hospedagens de curta duração, como as disponibilizadas pelo Airbnb, em áreas residenciais e próximas a escolas. Entre os motivos estão as reclamações de moradores incomodados com o comportamento de turistas, incluindo descarte inadequado de lixo, fumo em locais proibidos e excesso de barulho.
O distrito de Shinjuku concentra o maior número de imóveis voltados a esse tipo de hospedagem, representando cerca de 10% dos aproximadamente 42 mil existentes no Japão, segundo a France Presse.
A nova política também será aplicada aos estabelecimentos já existentes, conforme informaram as autoridades locais, publicou a Kyodo.
De acordo com a Agência de Turismo do Japão, havia 3.775 imóveis registrados para esse tipo de hospedagem em Shinjuku em 15 de julho. Cerca de 2.000 deles poderão ter de encerrar as atividades caso o plano seja concretizado.
Ainda em julho, a Agência de Turismo e outros órgãos haviam notificado os governos locais de que poderiam proibir hospedagens de curta duração em determinadas áreas por meio de regulamentos municipais, caso considerassem que esses imóveis estavam prejudicando o ambiente residencial.
Antes de avançar com a mudança, porém, Shinjuku abrirá uma consulta pública em outubro. Em seguida, pretende apresentar a proposta de alteração da regulamentação sobre hospedagens de curta duração na primeira sessão ordinária da Assembleia Distrital, prevista para fevereiro de 2027.
As autoridades esclareceram que a proibição será aplicada a imóveis situados em áreas destinadas exclusivamente ao uso residencial e também em regiões classificadas como distritos culturais e educacionais.
Algumas exceções serão consideradas, como nos casos em que os proprietários residam no próprio local e façam uma administração adequada do imóvel.
Conforme a proposta de Shinjuku, os estabelecimentos já existentes terão um período de transição e poderão continuar funcionando por determinado prazo após a entrada em vigor das novas regras.
O número máximo de dias de funcionamento também será reduzido de 180 para 120 dias por ano, inclusive em áreas comerciais, informaram as autoridades.
Foto: Canva







































