Polícia apreende quase 1 tonelada de carne bovina falsificada na China

China – A polícia de Shifang, na província de Sichuan, prendeu 16 suspeitos de falsificar carne bovina. O grupo usava carne suína barata, submetida a processos químicos e físicos para adquirir aparência semelhante à da carne bovina fresca. O produto era vendido por ambulantes por preços abaixo do normal.
Os policiais apreenderam, em três locais clandestinos, quase uma tonelada de carne bovina falsificada, além de matérias-primas usadas pelos suspeitos no processo. O caso envolve mais de 1 milhão de yuans, o equivalente a cerca de ¥ 24 milhões, segundo o Sichuan Daily, o China News Service e o People’s Daily.
O crime só foi descoberto depois que agentes de fiscalização notaram vendedores ambulantes oferecendo carne bovina fresca por preços muito abaixo dos normalmente praticados nos estabelecimentos comerciais. A suspeita foi posteriormente confirmada por exames laboratoriais.
A rede criminosa vinha atuando desde o segundo semestre de 2025, segundo o Cover News. A estratégia consistia em cobrir a carne suína com gordura bovina e, em seguida, utilizar sangue de boi misturado com essência de carne bovina para dar cor e sabor ao produto. Ao final do processo, a carne adquiria aparência, cheiro e sabor semelhantes aos da carne bovina verdadeira.
Mais de 60 policiais foram mobilizados na operação que desarticulou a organização criminosa na madrugada de 9 de julho, segundo o Tencent News.
Um vídeo publicado pelo Sohu e por outros veículos de comunicação mostrou policiais desmantelando um dos locais clandestinos, onde os criminosos manipulavam a carne diretamente no chão, protegido apenas por uma lona plástica.
O caso repercutiu nas redes sociais e causou choque entre os internautas. Muitos relataram ainda desconfiança em relação a espetinhos vendidos por preços muito baixos em barracas de churrasco de rua, que apresentavam pouco ou nenhum sabor de carne bovina.
O episódio também levantou preocupações sobre a possibilidade de outros produtos falsificados semelhantes ainda estarem circulando no mercado.
Foto: Reprodução/Sohu







































