Japão pode reduzir limite de dívidas médicas e barrar retorno de turistas e renovação de visto

Tóquio – O governo japonês segue intensificando o monitoramento sobre estrangeiros residentes e turistas. A novidade agora é a proposta de reduzir drasticamente o limite para barrar a reentrada de visitantes com contas médicas não pagas no país.
O valor atual de 200.000 ienes poderá cair para 10.000 ienes a partir de abril de 2026. A proposta ainda precisa ser apresentada pelo Partido Liberal Democrático (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi, para debates, segundo o The Asahi.
Hoje, quando um visitante deixa o Japão com contas médicas não pagas no valor de 200.000 ienes ou mais, essa informação vai para um banco de dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
O ministério então compartilha os dados com a Agência de Serviços de Imigração, resultando em uma triagem mais rigorosa na próxima tentativa de entrada.
Estrangeiros residentes
O plano do governo é expandir o monitoramento dos visitantes de curta duração para estrangeiros residentes de média e longa permanência, segundo o Visa Japan.
A previsão é de que a partir de abril de 2027 o registro possa incluir também os estrangeiros residentes, o que poderá resultar na rejeição da renovação do visto de quem estiver em atraso com as contribuições do Seguro Nacional de Saúde.
O Visa Japan publicou que pequenos atrasos ou pagamentos de curto prazo podem não gerar recusa imediata, mas a inadimplência prolongada, repetida e ignorada poderá resultar em avaliação negativa. A negociação antecipada, o parcelamento e a entrega de explicações por escrito são apontados como medidas essenciais.
O governo afirma que as regras não têm caráter punitivo, mas representam um compromisso para garantir a equidade e a sustentabilidade do sistema de seguridade social.
O ministro da Saúde, Kenichiro Ueno, disse que o objetivo é promover o uso adequado do sistema, visando a construção de uma sociedade de coexistência ordenada.
O governo também avalia subsídios para escolas estrangeiras, buscando assegurar que o apoio dos governos locais seja feito de maneira adequada e transparente.
Essas medidas integram uma revisão mais ampla das políticas de imigração que será detalhada em janeiro.
Foto: Banco de Imagens







































