Municípios de Okinawa liberam faltas escolares para atividades em família

Okinawa – Quinze municípios na província de Okinawa iniciaram um programa que permite que as crianças tenham faltas autorizadas na escola durante a semana, para poderem passar mais tempo com a família em atividades educativas, segundo uma pesquisa feita pelo jornal The Okinawa Times. O sistema recebeu o nome de “learncation”, combinação das palavras inglesas “learning” (aprender) e “vacation” (férias). No caso, a ausência não será contabilizada contra os alunos.
Na verdade, esse sistema foi introduzido pela primeira vez na província de Aichi em 2023, permitindo até três dias de licença por ano. Em Okinawa, o sistema foi adotado na vila de Zamami em 2024, seguido pela vila de Iheya e pela cidade de Yonabaru. A cidade de Taketomi, que iniciou o programa em abril passado, libera até cinco dias de licença. Outros governos locais planejam iniciar o programa em agosto, como a vila Ogimi e a cidade de Motobu.
O programa já vem sendo aplicado em Okinawa nas escolas de ensino médio provinciais, nas de educação especial e de ensino fundamental 2 desde o ano letivo de 2025.
O The Okinawa Times publicou que a cidade de Haebaru iniciou o sistema em abril em escolas do município de ensino fundamental 1 e 2 após receber pedidos dos pais.
A proposta pode avançar em outras localidades, como a vila de Kunigami, onde os professores se mostraram favoráveis à introdução do programa. Na vila de Onna, as licenças já eram uma realidade, mas não oficialmente. Agora há a possibilidade de que a prática seja oficializada.
O programa é visto como algo positivo por outros governos locais, como de Ginowan, onde a prefeitura está avaliando sua implementação. Nanjo planeja iniciar o sistema em abril de 2027 e Miyakojima está reunindo informações sobre o assunto.
Nem todas tiram licença
Na pesquisa feita pelo jornal, foi revelado que nem todas as famílias conseguem usar o sistema e há ainda aquelas que não podem fazê-lo em razão de dificuldades financeiras.
A administração da vila de Yomitan alertou para o fato de se criar disparidades no sistema. Outros governos locais perguntaram se os professores, já sobrecarregados, deverão ajudar os estudantes que tirarem licença a recuperar o conteúdo dado aos demais.
A vila de Yomitan alertou que a política poderia “criar disparidades estruturais”, enquanto a cidade de Uruma disse que havia o risco de “nem todas as famílias conseguirem aproveitar o programa igualmente”.
Há até preocupações de que conversas entre as crianças sobre onde foram durante a folga possam criar disparidades entre as famílias.
Até que o programa seja ajustado para abranger a todos, alguns pais dizem que a medida faz parte do planejamento das férias anuais com os filhos.
Foto: Canva








































