Japão lidera PISA em três áreas, mas fica em último no uso de IA nos estudos

Tóquio – O Japão ficou em primeiro lugar, pela primeira vez, entre os países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas três principais áreas avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) em 2025. Mas em um quesito específico, o país terminou na última posição.
O PISA mede os conhecimentos e as habilidades de estudantes de 15 anos. A avaliação, realizada pela OCDE, abrange três áreas principais: competência científica, leitura e letramento matemático. Na edição do ano passado, cerca de 760 mil estudantes de 91 países e regiões participaram da pesquisa, publicou a Fuji TV.
No Japão, cerca de 6.500 estudantes do primeiro ano do ensino médio, de 183 escolas, participaram da avaliação, realizada entre junho e agosto do ano passado.
As notas obtidas pelo Japão e as médias dos países-membros da OCDE foram as seguintes:
Competência científica: 538 pontos, ante média de 482 pontos da OCDE
Leitura: 503 pontos, ante média de 461 pontos
Letramento matemático: 525 pontos, ante média de 463 pontos
O Japão ficou em primeiro lugar entre os países-membros da OCDE nas três áreas, algo que ocorreu pela primeira vez desde o início do PISA.
O país também ficou no topo da lista em uma área introduzida pela primeira vez nesta edição, chamada Aprendizagem no Mundo Digital (Learning in the Digital World), que mede a capacidade dos estudantes de pensar, aprender e resolver problemas por conta própria utilizando dispositivos digitais, incluindo atividades como programação simples.
Mas quando são considerados todos os países e regiões participantes do PISA, incluindo Singapura, Macau, Taiwan e o grupo integrado por Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, o Japão ficou em 5º lugar em competência científica, 4º em leitura, 5º em matemática e 4º em Aprendizagem no Mundo Digital.
O quesito no qual o Japão ficou mais distante do topo da lista foi a “frequência de uso da inteligência artificial nos estudos escolares”. O país terminou na última posição entre os 38 países-membros da OCDE, ocupando o 38º lugar.
O Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão afirmou que “o Japão manteve um nível internacionalmente elevado nas três áreas”. O órgão, porém, reconheceu alguns desafios, como o aumento da proporção de estudantes que obtiveram notas mais baixas.
O governo também afirmou que pretende revisar as diretrizes sobre o uso da inteligência artificial generativa nas escolas, buscando criar um ambiente no qual os estudantes possam utilizar a tecnologia de maneira segura, adequada e autônoma.
Veja o ranking dos 10 primeiros colocados entre os países-membros da OCDE nas três principais áreas:
Competência científica
1º Japão: 538 pontos
2º Estônia: 527 pontos
3º Coreia do Sul: 526 pontos
4º Reino Unido: 511 pontos
5º Canadá*: 510 pontos
6º Nova Zelândia*: 509 pontos
7º Austrália: 509 pontos
8º Finlândia: 504 pontos
9º Estados Unidos*: 502 pontos
10º Suíça: 501 pontos
Média da OCDE: 482 pontos
Leitura
1º Japão: 503 pontos
2º Coreia do Sul: 501 pontos
3º Irlanda: 500 pontos
4º Estônia: 499 pontos
5º Nova Zelândia*: 497 pontos
6º Reino Unido: 494 pontos
7º Austrália: 491 pontos
8º Canadá*: 490 pontos
9º Estados Unidos*: 490 pontos
10º Polônia: 482 pontos
Média da OCDE: 461 pontos
Letramento matemático
1º Japão: 525 pontos
2º Coreia do Sul: 522 pontos
3º Estônia: 508 pontos
4º Suíça: 499 pontos
5º Reino Unido: 488 pontos
6º Canadá*: 485 pontos
7º Polônia: 484 pontos
8º Países Baixos*: 483 pontos
9º Irlanda: 480 pontos
10º Bélgica: 480 pontos
Nota: os países e regiões identificados com um asterisco (*) não atenderam a pelo menos um dos critérios de amostragem estabelecidos pelo PISA.
Foto: Canva






































