Brasil atinge pior nota histórica em índice de corrupção da Transparência Internacional

2026/02/20 09:39
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Brasília – O Brasil vai muito mal das pernas com relação à corrupção. O país recebeu a pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, segundo relatório da Transparência Internacional (TI). Entre 108 nações, o Brasil ficou na 107ª posição. Sob outro ponto de vista, o país recebeu 35 pontos no ranking, em uma escala que vai de 0 a 100. Mas quanto mais baixa a nota, maior a percepção de corrupção. Em 2024, o Brasil tinha 34 pontos.

O IPC é tido como o principal indicador sobre corrupção no mundo e é calculado com base em 13 pontos, como a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas no setor público e mecanismo de prevenção, publicou a CNN.

Para se ter uma base, o Brasil ficou mais perto do Sri Lanka, que também teve 35 pontos, e ficou atrás da Argentina, Belize e Ucrânia, que tiveram 36.

Já os países mais bem colocados são Dinamarca (89), Finlândia (88) e Singapura (84), ao passo que Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições, com apenas 9 pontos cada.

Outro detalhe da TI é o relatório Retrospectiva 2025, que revela a infiltração do crime organizado que, no caso do Brasil, vem ocorrendo por meio da corrupção no sistema financeiro e outros. O documento cita as investigações relativas ao roubo de aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e aquela envolvendo o Banco Master.

Controladoria questiona

Em nota, a Controladoria-Geral da União (CGU) informou que é impossível medir números precisos de corrupção. Em nota, divulgou o seguinte: "Os resultados das ações do governo mostram que o aumento da transparência, das investigações e do controle não significa mais corrupção, mas uma maior capacidade do Estado de enfrentá-la de forma efetiva".

Para a CGU, o IPC da Transparência Internacional não mede a ocorrência real de corrupção, nem avalia políticas públicas de enfrentamento, investigações ou resultados institucionais, mas a percepção de grupos específicos, não incluindo a população em geral e, por isso, “não pode ser usado, isoladamente, como diagnóstico amplo da realidade institucional de um país.”

Sobre o INSS, a CGU defende que foi o atual governo que identificou o esquema, realizou prisões e bloqueios, e iniciou o ressarcimento dos aposentados.

A CGU ressaltou que não é possível medir a ocorrência real de corrupção apenas com base em percepções. Os resultados das ações do governo mostram que o aumento da transparência, das investigações e do controle não significa mais corrupção, mas uma maior capacidade do Estado de enfrentá-la de forma efetiva.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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