GMO aposta em sociedade com robôs humanoides e lança ambulância

Tóquio – A GMO AI & Robotics Corp., de Tóquio, lançará ainda em setembro, na capital japonesa, uma “ambulância” para realizar reparos em robôs humanoides.
O veículo, chamado de “GMO Humanoid Ambulance”, foi apresentado pela empresa à imprensa na semana passada e conta com peças essenciais para os robôs, equipamentos de diagnóstico e ferramentas para reparos, noticiou a Kyodo.
O veículo também contará com um engenheiro a bordo para realizar os consertos necessários, profissional que lida diariamente com os componentes dos robôs, opera essas máquinas e conhece os tipos de falhas que podem ocorrer.
Segundo a empresa, o veículo foi desenvolvido para se deslocar até o local onde um robô humanoide esteja apresentando falhas ou outros problemas, permitindo a realização de diagnóstico e reparos e, se necessário, a disponibilização de uma unidade substituta.
O presidente da empresa, Tomohiro Uchida, descreveu o veículo como o primeiro do gênero no Japão especializado na manutenção de robôs humanoides.
“Para que os robôs humanoides se estabeleçam na sociedade, é indispensável mantê-los funcionando continuamente. Mesmo que humanoides sejam introduzidos, uma implementação em larga escala não avançará se não existir uma estrutura capaz de responder quando ocorrer uma falha”, afirmou.
É justamente com esse cenário em mente que a empresa decidiu lançar a ambulância, considerando que, em uma sociedade na qual humanoides estejam trabalhando de forma regular, será necessário contar com uma estrutura capaz de se deslocar rapidamente até o local onde um robô tenha parado de funcionar.
A GMO informou em seu site que o envio da “ambulância” será definido levando em consideração o estado do robô e a estrutura operacional disponível naquele momento.
Caso o reparo no local seja difícil, o robô será substituído por uma unidade de reserva e então transportado rapidamente para uma instalação adequada à manutenção, como o “GMO Humanoid Lab Shibuya Showroom”, centro do GMO Internet Group dedicado ao desenvolvimento de inteligência artificial física.
Uchida explicou que a GMO está montando uma infraestrutura para viabilizar a implementação dos humanoides na sociedade. Entre as iniciativas estão dois novos serviços. Um deles utiliza dados coletados nos locais de operação para aprimorar continuamente o desempenho dos robôs. O outro busca garantir a operação segura dos equipamentos, monitorando as comunicações e impedindo acessos não autorizados.
Em maio, a GMO AI & Robotics e a JAL Ground Service, empresa do Grupo Japan Airlines (JAL) responsável por serviços em solo, iniciaram um teste com robôs humanoides no Aeroporto de Haneda, em Tóquio.
O projeto busca avaliar o potencial da tecnologia para reduzir a necessidade de mão de obra e aumentar a eficiência das operações em solo. Entre as atividades estudadas estão o carregamento e descarregamento de bagagens e cargas, e a limpeza interna das aeronaves.
A iniciativa reforça a estratégia da GMO de preparar uma infraestrutura para uma sociedade na qual humanos e robôs possam trabalhar lado a lado.
Um relatório da consultoria McKinsey & Company estima que o mercado de robôs de uso geral poderá alcançar cerca de ¥60 trilhões até 2040.
A projeção se baseia em um cenário de aproximadamente US$ 370 bilhões em 2040, valor equivalente a cerca de ¥59,2 trilhões, considerando uma taxa de câmbio de ¥160 por dólar.
O governo japonês também estabeleceu metas ambiciosas para o setor. Na “Estratégia de Robótica com IA”, apresentada durante a segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre IA e Semicondutores, em abril, foi definida a meta de fazer com que a indústria japonesa de robótica conquiste mais de 30% do mercado mundial e alcance um mercado de ¥20 trilhões até 2040.
Foto: Reprodução/ GMO AI & Robotics Corp.








































