Descubra as melhores estratégias de investimento com Gustavo Cerbasi – Parte II

2025/07/15 09:24
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Tóquio – Depois de tomar os devidos cuidados e definir o rumo a seguir, é hora de escolher entre as diversas opções de investimento no Brasil e no Japão. Na segunda parte deste artigo, confira as dicas do especialista em planejamento financeiro Gustavo Cerbasi, em entrevista exclusiva ao Portal Japão.

Segundo Cerbasi, o mercado financeiro brasileiro é complexo e oferece milhares de opções de investimento. Quando a pessoa sabe o que quer, tudo fica mais fácil, pois buscará segurança em aplicações de curto prazo, com possibilidade de resgatar o dinheiro rapidamente. Caso deseje acompanhar o desempenho da economia, pode investir em ações. Se o objetivo for se proteger da inflação, o ideal é buscar produtos que garantam esse tipo de defesa ao patrimônio.

Cerbasi divide o mercado brasileiro em três grandes blocos: títulos públicos e privados, fundos de investimento e o mercado de renda variável — cada um com uma extensa lista de produtos. Por exemplo, na renda fixa há o Tesouro Direto (títulos emitidos pelo governo), os Certificados de Depósito Bancário (CDBs, emitidos por bancos) e as debêntures (títulos emitidos por empresas). Dentro dessas categorias existem produtos com rendimento prefixado (em que se sabe exatamente o quanto irá render no período), pós-fixado (que acompanha a taxa de juros) e aqueles que seguem a inflação.

O especialista também cita os fundos imobiliários, fundos de renda fixa, de ações e até de criptomoedas. E, claro, o próprio mercado de ações, que permite investir em empresas de todos os segmentos. No caso de commodities como ouro, petróleo, arroba do boi ou soja, é possível investir por meio da bolsa de valores. “Mas são mercados muito específicos, e para ter sucesso neles é preciso ter bastante conhecimento. Para quem está começando agora, recomendo os mercados de títulos e os fundos de renda variável”, sugere.

De acordo com Cerbasi, brasileiros que vivem no exterior e investem no Brasil são considerados investidores estrangeiros. “A burocracia é rigorosa, e as tarifas são mais elevadas para eles, o que justifica esse caminho apenas para quem pretende fazer investimentos maiores. Uma alternativa para quem vive no Japão é transferir valores para alguém da família no Brasil, para que essa pessoa invista em nome do parente”, explica.

Cerbasi acrescenta que o mercado japonês é semelhante ao brasileiro, embora com menos opções. “No Japão, quem cumpre bem seu papel são os fundos de ações com comportamento previsível, como os de concessionárias de serviços públicos”, exemplifica. Existem fundos de empresas de energia, administração de portos, aeroportos e rodovias — setores geralmente monopolizados. Como essas empresas exploram mercados sozinhas, o rendimento aos acionistas tende a ser previsível. Como é característico da renda fixa, não se trata de um rendimento elevado, mas é estável e de baixo risco.

Para quem deseja assumir mais riscos no mercado de ações, Cerbasi alerta sobre uma ilusão comum no Brasil: a de que os títulos de renda fixa remuneram muito bem. “Na prática, grande parte desse rendimento equivale apenas à correção inflacionária. Tanto no Brasil quanto em qualquer parte do mundo, a renda fixa não vai premiar o investidor que não assume riscos”, afirma.

No caso dos brasileiros que vivem no Japão, existem opções como os fundos de renda fixa, mais conservadores, e os fundos imobiliários, que ocupam um espaço intermediário — possuem comportamento relativamente previsível, mas podem oscilar com o tempo. Também estão disponíveis os fundos de ações tradicionais, que representam o papel da renda variável. “A recomendação é se concentrar nos mercados mais conhecidos e previsíveis”, orienta.

A regra de ouro do investidor

A principal regra de ouro para todo investidor é simples: nenhum investimento é bom se a pessoa não sabe onde quer chegar. Sem objetivos claros, o investidor acaba “atirando para todos os lados”, fazendo apostas, vivendo pequenas alegrias seguidas de grandes frustrações — e dificilmente obtendo resultados consistentes.

“O primeiro passo para fazer boas escolhas é saber exatamente o que você quer. O planejamento financeiro que ensino em meus cursos leva a pessoa a se enxergar no futuro — como ela quer estar na velhice, ou daqui a 20, 10, 5 anos. E, a partir daí, fazer uma engenharia reversa, ou seja, pensar de trás para frente, usando a matemática, a lógica financeira, para entender o que precisa ser feito hoje. O caminho do planejamento é seguro”, afirma.

Já o caminho das apostas é o da ilusão: investir hoje para ter milhões amanhã, sejam eles em reais, dólares ou ienes — mas que podem acabar se transformando em milhões de problemas, se a pessoa não souber o que está fazendo. “Então, a regra de ouro é estudar, se autoconhecer, montar um planejamento com base no que você deseja e construir uma carteira de investimentos alinhada aos seus objetivos de curto, médio e longo prazo”, esclarece.

Cerbasi também destaca a importância de buscar fontes de informação confiáveis e isentas — ou seja, que não vendam produtos financeiros nem tenham interesses comerciais. “Neste 2025, completo 26 anos de carreira dedicados à educação e à transformação das pessoas. Nunca vendi produtos financeiros. Por isso, quem desejar, pode seguir meus canais, onde publico semanalmente novos conteúdos — inclusive muitos voltados aos brasileiros que vivem no exterior, como no Japão”, recomenda.

“Tudo o que é complexo nos causa um certo medo — e isso vale também para o mercado de investimentos. Por isso, é natural sentir receio ao dar os primeiros passos. Mas esse medo não será superado com coragem, e sim com informação e conhecimento. Quando a pessoa compreende os riscos e conhece os produtos mais adequados, ela investirá com mais confiança. Sentiu medo? Confie nesse medo, agradeça por ele, e então estude. Procure entender o que provocou esse sentimento. Uma dica: no meu canal no YouTube, se a pessoa fizer uma busca por temas específicos, encontrará respostas bem direcionadas e esclarecedoras”, conclui.

Foto: Gustavo Cerbasi/Cedida

Serviço
Home page: www.gustavocerbasi.com.br/
Instagram: @gustavocerbasi
YouTube: @GustavocerbasiBr
Facebook: www.facebook.com/GustavoCerbasiOficial

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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