Governo do Japão incentiva busca por tratamento contra distúrbios do sono

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Tóquio – O Japão ocupa a última posição em um ranking internacional de média de horas de sono por noite por pessoa. Dezenas de milhões de japoneses não conseguem dormir bem e sofrem de sonolência diurna, sem falar que despertam com a sensação de cansaço. Isso fez com que o governo incentive a população a buscar tratamentos de distúrbio do sono.

Agora o governo pretende orientar os pacientes com problemas de sono a buscar um atendimento, permitindo inclusive que as instalações médicas divulguem seus serviços para distúrbios do sono, publicou o Japan Times. As pessoas que sofrem de sono irregular sempre buscam ajuda na psiquiatria, otorrinolaringologia ou neurologia, já que não há um departamento que seja especializado em distúrbios do sono.

Mas em março, um painel de especialistas do Ministério da Saúde abriu caminho para hospitais e clínicas anunciarem seus tratamentos para distúrbios do sono. O Japão tem vários casos de pacientes que relutaram em buscar um tratamento psiquiátrico pelo estigma de marcar uma consulta, segundo a Sociedade Japonesa de Pesquisa do Sono (SJPS). E isso atrasou a entrega de cuidados necessários.

Nohisa Uchimura, presidente da SJPS e da Universidade Kurume, saudou a decisão do governo, prevendo que isso levará a uma detecção precoce dos distúrbios do sono e ao tratamento de pacientes antes que os sintomas piorem. Alguns dos riscos de ter um sono inadequado ou de má qualidade são desenvolver pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares e depressão, segundo relatórios publicados no Japão e no exterior.

A deficiência de sono pode ter consequências graves em trabalhadores que realizam tarefas delicadas, como ocorreram no desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, e da explosão do ônibus espacial Challenger, dos Estados Unidos, no mesmo ano.

Entre os 33 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Japão ficou em último lugar em um relatório sobre o assunto, com os japoneses dormindo a média de 7 horas e 42 minutos por noite. Estimativa da Rand Corp., dos EUA, em 2016 o país teve perdas econômicas de US$ 411 bilhões, ou 64 trilhões de ienes associadas à falta de sono de seus trabalhadores, com o Japão vindo em seguida, com 128 bilhões de dólares.

Nohisa Uchimura alerta que já houve um tempo em que trabalhar muito, sacrificando o sono, era tido como prova de comprometimento no trabalho. “O sono suficiente é essencial para manter a saúde, e as crianças devem crescer com a compreensão do significado do sono suficiente.”

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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