Coalizão de Sanae Takaichi pode conquistar supermaioria no Parlamento japonês

Tóquio – As projeções indicam que o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi deverá conquistar a maioria das cadeiras na Câmara dos Representantes, no Parlamento, em eleição realizada neste domingo (8). A coalizão entre seu Partido Liberal Democrata (PLD) e o Partido da Inovação do Japão (PIJ) deve ficar com cerca de 300 das 465 cadeiras, garantindo uma supermaioria para aprovar suas políticas sem depender dos partidos de oposição, de acordo com pesquisa do jornal The Asahi.
Após a votação no domingo, a contagem dos votos seguia pela noite, com o Partido da Inovação do Japão podendo conquistar 34 cadeiras, o que fará com que a coalizão ultrapasse as 310 no total.
Segundo o jornal, o poder delegado a Takaichi pelos eleitores pode impulsionar que ela leve adiante a revisão do artigo 9º da Constituição, que dá o caráter pacifista ao Japão, além de outras políticas, como a relacionada à imigração.
A Aliança Centrista Reformista, formada pelo Partido Democrático Constitucional do Japão e pelo antigo parceiro de coligação do PLD, o Komeito, deverá ter um desempenho fraco. Há possibilidade de ver o total de parlamentares reduzido pela metade.
O Partido Democrático Popular (27 cadeiras pré-eleitorais) e o Partido Comunista Japonês (8 cadeiras) devem manter seus números.
Com relação ao populista Sanseito, que tem 2 cadeiras hoje, e o Team Mirai, que não tem, podem obter ganhos significativos, podendo conquistar cerca de 10 cadeiras cada. O Reiwa Shinsengumi (8 cadeiras) deve perder cadeiras.
Outro partido que poderá perder espaço no Parlamento é o Genzei Nippon-Yukoku Rengo (Japão dos Cortes de Impostos). Já o Partido Conservador do Japão (1 cadeira) enfrenta uma disputa acirrada nas eleições para distritos uninominais, mas pode conquistar uma cadeira por meio da representação proporcional.
Enquanto isso, o Partido Social Democrata (0 cadeiras) está com dificuldades para conquistar uma cadeira.
No sistema japonês, os eleitores podem votar antecipadamente, não somente no dia do pleito. E mais de 27,01 milhões deles o fizeram nos dias marcados para a campanha dos candidatos. Foi um recorde histórico, com um aumento de 128,93% em relação à última eleição, segundo a TBS News.
A eleição para a Câmara dos Representantes foi realizada no menor período do pós-guerra entre a dissolução da casa e o dia da votação.
Caso seja confirmada a maioria da coalizão governista, a aprovação de orçamentos se tornará mais fácil, ainda que encontre dificuldades na Câmara Alta.
Porém, mesmo que o bloco governista conquiste a maioria na Câmara Baixa, por ainda ser minoria na Câmara Alta, significa que novas leis precisarão de algum apoio dos partidos de oposição.
Foto: Reprodução/TBS News








































