Agência planeja ampliar previsões do tempo de cinco dias para duas semanas

Tóquio – A Agência Meteorológica do Japão (JMA) planeja ampliar as previsões diárias do tempo, passando dos atuais cinco dias para duas semanas. Além disso, pretende divulgar informações mais detalhadas e precisas para ajudar a população e as empresas a se prepararem melhor para fenômenos climáticos extremos, cada vez mais frequentes.
Um painel de especialistas convocado pela agência elaborou um relatório com propostas para aprimorar as previsões meteorológicas. A ampliação do período das previsões leva em consideração os avanços na observação de dados climáticos e nas simulações, publicou o Japan Times.
Atualmente, a JMA divulga previsões diárias com informações como temperaturas máxima e mínima, possibilidade de chuva e grau de confiança das previsões. O painel também propôs ampliar de cinco dias para duas semanas o período em que a agência fornece informações sobre a possibilidade de ocorrência de chuvas fortes e nevascas em níveis que possam levar à emissão de alertas.
As mudanças deverão ser implementadas até 2030, segundo o plano da agência, naquela que será a primeira grande atualização do serviço em cerca de três décadas.
O relatório elaborado pelo painel cita a ocorrência cada vez mais frequente de fenômenos como calor extremo, chuvas intensas e fortes nevascas no país, além do número recorde de chamadas de emergência relacionadas a casos de insolação.
Outra proposta envolve as previsões meteorológicas de longo prazo. A agência estuda fornecer comparações de temperatura com períodos mais recentes, como os últimos três anos. Atualmente, a JMA informa se as temperaturas deverão ficar “acima” ou “abaixo” da média calculada com base nos últimos 30 anos.
Segundo o relatório, expressões como “acima do normal”, frequentemente utilizadas para descrever as temperaturas, já não correspondem necessariamente à percepção da população diante do aquecimento registrado nos últimos anos, nem atendem plenamente às suas necessidades.
A agência afirmou que as mudanças não apenas ajudarão a população a se preparar melhor para desastres e casos de insolação, como também poderão auxiliar empresas no planejamento e no ajuste dos cronogramas de produção e transporte, além de contribuir para a manutenção de um fornecimento estável de energia.
Foto: Canva






































