Remédios similares aos de venda livre poderão ficar mais caros no Japão

2026/05/08 08:55
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Tóquio – A Câmara dos Representantes aprovou projetos de reforma do sistema de seguro de saúde. Uma das mudanças indica que os medicamentos prescritos pelos médicos, que tenham versões semelhantes vendidas sem receita em farmácias, passarão a ter um custo maior para os pacientes a partir de 2027. O objetivo é incentivar as pessoas a comprarem diretamente remédios simples nas farmácias, diminuindo a dependência do sistema público de saúde para tratamentos considerados leves.

Os projetos foram aprovados com o apoio do Partido Liberal Democrata (PLD), do parceiro de coalizão Partido da Inovação do Japão, além de partidos de oposição, incluindo a Aliança Reformista Centrista e o Partido Democrático para o Povo, noticiou a Jiji Press. Agora as propostas vão para a Câmara dos Conselheiros.

No novo sistema criado para reduzir os custos médicos e os pagamentos de prêmios do seguro de saúde feitos pela população em idade ativa, 25% do preço dos medicamentos similares aos de venda livre serão adicionados aos gastos do próprio bolso dos pacientes como uma taxa especial a partir de março de 2027.

Cerca de 1.100 medicamentos com 77 ingredientes, incluindo hidratantes, antialérgicos e remédios para febre do feno, devem ser submetidos à cobrança adicional. Já as pessoas com câncer e doenças incuráveis estarão isentas, mas os detalhes da isenção serão definidos por um painel de especialistas após a promulgação dos projetos.

Diante das preocupações de que o custo adicional faça as pessoas evitarem consultas médicas, o Comitê de Saúde, Trabalho e Bem-Estar da Câmara Baixa estipulou que o governo deverá examinar o impacto do novo sistema após sua implementação e que o revisará conforme for necessário.

Os projetos também preveem que os custos do parto sejam totalmente cobertos pelo seguro de saúde como medida para enfrentar a baixa taxa de natalidade do país, além do fortalecimento do sistema para refletir rendimentos financeiros, como dividendos de ações, nos prêmios do seguro de saúde e nos pagamentos do próprio bolso de pessoas com 75 anos ou mais.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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