Yayoi Kusama, ícone da arte contemporânea japonesa, morre aos 97 anos

Tóquio – Yayoi Kusama, artista japonesa reconhecida mundialmente, morreu aos 97 anos por falência múltipla de órgãos em um hospital de Tóquio no dia 14 de agosto. A informação foi divulgada na quinta-feira (27).
Kusama era famosa por suas imagens de bolinhas, esculturas de abóboras e instalações imersivas com espelhos. Pioneira da arte contemporânea, teve uma carreira de mais de 60 anos, com exposições que atraíram grandes públicos em vários países. Algumas de suas pinturas foram vendidas em leilões por milhões de dólares cada, noticiou a Kyodo.
A fundação criada para apoiar o trabalho da artista informou, em comunicado, que Kusama “continuou pintando até seus últimos dias, sem jamais deixar o pincel de lado, e permaneceu firme em sua crença de toda a vida de que o amor pode salvar o mundo”.
Uma fonte informou que Kusama sofreu uma hemorragia cerebral cerca de seis semanas antes de sua morte e não recuperou a consciência.
Natural da província de Nagano, ela começou a ter alucinações ainda jovem e, posteriormente, passou a expressá-las em suas obras como forma de superar o medo que lhe causavam.
Kusama estudou pintura em uma escola de arte de Kyoto e mudou-se para os Estados Unidos em 1957. Mais tarde, estabeleceu-se em Nova York, onde continuou produzindo pinturas e esculturas, além de promover festivais de pintura corporal e desfiles de moda.
Ela voltou ao Japão em 1973 e representou o país na Bienal de Veneza em 1993. Cinco anos depois, realizou uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York.
Em 2017, Kusama inaugurou seu próprio museu, dedicado às suas obras, em uma área próxima de sua residência no distrito de Shinjuku, em Tóquio.
A artista também era frequentemente fotografada usando perucas de cores vivas e roupas chamativas. Kusama publicou livros e recebeu homenagens dos governos do Japão e da França.
Foto: Reprodução







































