Governo japonês pede mais rigor à Anker Japan após incêndios com baterias

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Tóquio – O Ministério da Economia, Comércio e Indústria emitiu uma orientação administrativa à subsidiária japonesa Anker Japan, após relatos de acidentes graves envolvendo baterias para celular, incluindo casos de incêndio. A ação segue os termos da Lei de Segurança de Produtos de Consumo.

A orientação foi emitida em 21 de outubro, e o Ministério solicitou que a empresa implemente e comunique quatro medidas até o final do ano, segundo o portal News Line. As solicitações são:

• Inspeção completa de todas as baterias de íons de lítio vendidas no mercado interno.
• Reforço dos sistemas de fabricação e controle de qualidade dos produtos atualmente comercializados.
• Relato do status das campanhas de recall e das ações de comunicação pública.
• Atualização sobre o progresso dos recalls.

Esta é a primeira orientação administrativa emitida a um varejista. O instrumento funciona como um “pedido oficial” para que a empresa adeque sua conduta, sem prever sanções imediatas. No entanto, o descumprimento pode resultar em maior escrutínio regulatório ou em futuras ações administrativas.

Recall e incêndios

Segundo representantes do Ministério, a Anker Japan anunciou no dia 21 o recall voluntário de aproximadamente 410 mil baterias de celular e 110 mil alto-falantes com baterias de íons de lítio integradas, vendidos desde dezembro de 2022.

Até o momento, a empresa relatou 41 acidentes graves, incluindo incêndios. A causa provável é o risco de curto-circuito devido à poeira gerada quando os eletrodos são cortados durante o processo de fabricação.

A Anker Japan detém 32,3% de participação no mercado japonês de acessórios eletrônicos, segundo o Instituto de Pesquisa BCN — o maior índice do país.

Desde julho de 2019, a empresa já havia realizado recalls voluntários que somam cerca de 500 mil unidades, em oito etapas, principalmente de baterias portáteis. Ao todo, o Ministério identificou preocupações de segurança envolvendo aproximadamente 1 milhão de produtos.

Grande parte das baterias de celular vendidas no Japão é fabricada no exterior, especialmente na China, e muitos produtos de baixo custo e qualidade inferior são comercializados online.

O governo analisará o relatório da Anker e planeja instar outros varejistas a reforçar seus sistemas de controle de qualidade.

As baterias de íons de lítio estão presentes em celulares e em outros dispositivos, como pequenos ventiladores. A partir de abril do próximo ano, o governo pretende tornar obrigatórios os programas de recall e de reciclagem voluntária de baterias para empresas.

Para dúvidas sobre recalls voluntários, os consumidores podem entrar em contato com a Anker pelo telefone 0120-775-171.

Foto: Reprodução

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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