
Tóquio – A primeira-ministra Sanae Takaichi está considerando como responder ao chamado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que outros países, incluindo o Japão, enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota que é vital para o transporte de energia. O estreito está bloqueado pelo Irã desde o início do conflito há pouco mais de duas semanas.
O pedido de Trump foi feito no sábado (14). Nesta segunda-feira (16), Takaichi esteve no Parlamento onde foi questionada se o Japão atenderia à solicitação. A premiê respondeu: "É claro que, dentro dos limites da lei japonesa, estamos considerando como proteger a vida dos tripulantes e os navios, e o que poderemos fazer", publicaram a Kyodo e a NHK.
Takaichi estará com Trump na quinta-feira (19) para uma cúpula Japão-EUA, na qual discutirão a situação no Oriente Médio. Com relação ao envio de navios para a região, a primeira-ministra disse que "está considerando como responder".
O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, afirmou que "o governo não está considerando o envio das Forças de Autodefesa neste momento". Entretanto, diante da possibilidade de uma operação de segurança marítima, conforme estipulado na Lei das Forças de Autodefesa, Koizumi declarou: "De modo geral, com base na lei, é possível emitir uma ordem."
Trump publicou em suas redes sociais no sábado (14) que muitos países afetados pelo fechamento do Estreito de Ormuz enviarão navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos da América, "para manter o estreito aberto e seguro".
O presidente norte-americano disse que é necessário o apoio de outros países, já que Teerã pode instalar minas submarinas, lançar mísseis e operar drones em pontos do estreito. O pedido foi direcionado ao Reino Unido, China, França, Coreia do Sul e ao Japão.
Foto: Canva







































