Chuva de meteoros Quadrântidas terá pico no primeiro fim de semana de janeiro

Tóquio – O mês de janeiro começa com a chuva de meteoros Quadrântidas, cujo pico de atividade está previsto entre a noite sábado (3) e a madrugada de domingo (4). O melhor horário para observar o fenômeno é por volta das 2h ou 3h, longe das luzes da cidade, olhando para a constelação de Boötes. O fenômeno será visível no Japão.
Na verdade a previsão é de cerca de 120 meteoros por hora, mas a fase lunar cheia poderá reduzir os objetos riscando o céu. Mas a Quadrântidas é considerada uma das melhores chuvas de meteoros anuais, juntamente com as Perseidas, que ocorre em agosto, e as Geminídeas, em dezembro, de acordo com o Space and Telescope.
A constelação de Boötes fica próxima à extremidade da Ursa Maior, mas os meteoros das Quadrântidas podem aparecer em todo o céu. Em anos anteriores, observações excelentes foram feitas em locais com pouca poluição luminosa, como em áreas remotas próximas ao Monte Fuji ou em regiões afastadas de cidades, segundo o Time and Date.
Caso consiga um bom local longe das luzes artificiais e plenamente escuro, aguarde de 15 a 20 minutos para que seus olhos se adaptem às novas condições de iluminação. Vista-se de acordo com o clima e garanta conforto, especialmente se pretender permanecer ao ar livre por muito tempo. Leve um cobertor ou uma cadeira confortável para facilitar a observação. Deitar-se no chão pode ser uma forma confortável de apreciar o espetáculo sem precisar manter o pescoço erguido por longos períodos.
Os meteoros podem ser vistos a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos, pois esses instrumentos reduzem o campo de visão.
As Quadrântidas estão associadas ao asteroide 2003 EH1, que orbita o Sol aproximadamente a cada 5,5 anos. No entanto, observadores relatam que a chuva é ativa desde o final de dezembro até meados de janeiro, com um pico de duração muito curto, geralmente de apenas algumas horas, o que torna essencial escolher a noite certa para observar. Segundo o In The Sky, a chuva se manterá ativa até 12 de janeiro, mas com menor intensidade, após o pico em 3 ou 4 de janeiro.
O nome da chuva de meteoros deriva da antiga constelação de Quadrans Muralis, que deixou de ser reconhecida pela União Astronômica Internacional em 1922. Apesar disso, o nome Quadrântidas foi mantido em referência à origem histórica do radiante. A chuva também é chamada de Bootídeos em referência à constelação de Boötes, onde está o ponto radial.
Foto: Canva







































