Tanabata: festival dos desejos é celebrado em julho e agosto no Japão

Tóquio – O Tanabata é tradicionalmente celebrado em 7 de julho, data associada ao sétimo dia do sétimo mês. No entanto, nem todos os festivais seguem exatamente esse calendário. Em algumas regiões do Japão, as comemorações são realizadas em agosto ou em datas próximas, de acordo com o antigo calendário lunar ou com a programação local de cada cidade.
A origem do festival está ligada ao encontro mitológico de Orihime, a Estrela Tecelã, ou Vega, e Hikoboshi, a Estrela Pastor, ou Altair.
No cotidiano, as pessoas escrevem seus desejos em tiras de papel colorido, chamadas tanzaku, e as amarram em ramos de bambu. O ato simboliza esperança, boa sorte e boa colheita.
Em Aichi, por exemplo, é realizado o Anjo Tanabata Matsuri, um dos principais festivais da província, na cidade de Anjo. Este ano, será realizado de 7 a 9 de agosto, na área ao redor da estação JR Anjo e no Anjo Tanabata Jinja.
As ruas são enfeitadas com bambus e, na edição deste ano, o tema em Anjo será “Luz”, com a proposta de valorizar as decorações de bambu, as barracas, as velas e o ambiente noturno, transformando o evento em um “Tanabata de luz”.
Nesta época, é comum ver bambus instalados em prefeituras, estações de trem, centros comerciais e outros espaços públicos, onde qualquer pessoa pode escrever um pedido em uma tira de papel e adicioná-la à decoração, publicou o Nippon.
Origem do mito
O Tanabata veio da China e é um dos cinco festivais sazonais do calendário tradicional. Na China, a estrela Vega, que fica na constelação de Lira, é associada à sericicultura e aos trabalhos de costura, enquanto a estrela Altair, da constelação da Águia, sempre foi ligada à agricultura.
As duas estrelas brilham em lados opostos da Via Láctea. Orihime, ou Vega, era filha do Imperador Celestial e uma tecelã talentosa. Hikoboshi, ou Altair, era um boiadeiro trabalhador. Apaixonados, os dois se casaram, mas, na vida conjugal, negligenciaram suas tarefas.
Irritado com isso, o pai de Orihime os separou em lados opostos da Via Láctea, mas permitiu que se encontrassem uma vez por ano, desde que voltassem a trabalhar com dedicação.
Uma tradição do festival é consumir macarrão somen, porque seus fios lembram linhas que, na interpretação popular, expressam o desejo de se tornar tão habilidoso quanto Orihime.
No Japão, o matsuri começou a ser celebrado amplamente no período Edo (1603–1868). Foi nas escolas ligadas aos templos que surgiu o costume de escrever pedidos em tiras de papel e pendurá-las em ramos de bambu.
Foto: Canva







































