Taiwan busca estudantes japoneses para suprir falta de especialistas em semicondutores

Taipei – A ilha democrática de Taiwan é líder mundial na produção de semicondutores de ponta, mas enfrenta escassez de mão de obra especializada. Para aliviar o problema, o governo iniciou um programa para atrair estudantes japoneses e formar futuros talentos.
O programa começou em setembro na Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Yunlin, com atrativos excepcionais, como assistência financeira, isto é, os estudantes são totalmente isentos da mensalidade de cerca de 15.000 dólares por quatro anos. Eles podem até receber auxílio moradia de 320 dólares por mês, publicou a NHK.
Os 17 participantes do programa aprendem habilidades especializadas necessárias para a fabricação de semicondutores, como engenharia mecânica e gestão de produção, com aulas em chinês e inglês.
A maior fabricante de semicondutores do mundo, a taiwanesa TSMC, deverá inaugurar sua segunda unidade na província de Kumamoto e precisará formar talentos para dar conta da produção.
O reitor da universidade, Chang Chuan yu, comentou o seguinte: "As fabricantes de semicondutores precisam de muitos trabalhadores, mas as universidades convencionais não conseguem acompanhar o ritmo no desenvolvimento de recursos humanos."
Para adiantar o expediente, a Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung firmou parceria com quatro universidades japonesas para formar talentos e liderar pesquisas de alto nível no setor.
Ainda durante as aulas, os estudantes conversam com executivos de empresas de Taiwan para aprender como conectar as novas tecnologias ao mundo dos negócios.
Taiwan é líder mundial no setor porque seus profissionais altamente especializados conseguem treinar novos trabalhadores rapidamente, pois adquirem habilidades na universidade e são integrados às unidades de produção como novos funcionários.
O plano de Taiwan é aceitar mais estudantes japoneses, mas o governo taiwanês quer trabalhar com o Japão para desenvolver tecnologia básica para semicondutores de próxima geração.
Foto: Canva







































