Remessas do Japão ao exterior batem recorde e superam 1 trilhão de ienes

Tóquio – Dados do Ministério das Finanças mostram que as remessas de dinheiro do Japão para o exterior ultrapassaram 1 trilhão de ienes pela primeira vez. A informação se refere ao ano fiscal de 2025, encerrado em março deste ano.
As remessas cresceram 11,5% em relação ao período anterior, atingindo o total de 1,004 trilhão de ienes. O valor é mais que o dobro dos 464,8 bilhões de ienes registrados no ano fiscal de 2015, noticiou o Japan Times.
O aumento no volume das remessas pode ser, em parte, reflexo da desvalorização do iene. Nesse cenário, uma pessoa que pretende enviar uma quantia fixa em moeda estrangeira para seu país de origem precisa transferir um valor maior em ienes para compensar a diferença cambial.
Entre os destinos das remessas, o Vietnã aparece em primeiro lugar, com 288,8 bilhões de ienes, seguido pela Indonésia, com 89,8 bilhões de ienes, e pelas Filipinas, com 67,2 bilhões de ienes, segundo dados do ministério.
Uma pesquisa realizada pela Associação de Serviços de Pagamento do Japão em 2024 revelou que cerca de 95% dos trabalhadores asiáticos entrevistados enviavam dinheiro para ajudar suas famílias. Outros 13,5% faziam transferências para comprar produtos ou depositar recursos em suas próprias contas bancárias nos países de origem.
O levantamento ouviu 1.270 pessoas da Indonésia, das Filipinas, do Vietnã, de Mianmar, do Camboja e do Nepal. A maioria estava na faixa dos 20 anos e trabalhava no Japão como estagiários técnicos ou com visto de trabalhador qualificado específico.
No entanto, a desvalorização do iene também está afetando os planos de muitos desses trabalhadores de permanecer por mais tempo no Japão. Uma pesquisa da Mynavi Global revelou uma queda no número de estrangeiros que desejam trabalhar no país por cinco anos ou mais.
A redução foi especialmente acentuada entre os vietnamitas. Segundo o levantamento, 63,3% afirmaram que pretendiam continuar trabalhando no Japão por pelo menos cinco anos, ante 81,7% no ano anterior. Entre os fatores apontados estão a desvalorização do iene e o aumento dos salários no Vietnã.
Foto: Canva







































