Pesquisa mostra empresários estrangeiros preocupados com novas regras de visto no Japão

Tóquio - Quase metade das empresas administradas por estrangeiros espera sofrer impacto com o endurecimento dos critérios para a obtenção do visto de Administração e Gestão de Negócios (在留資格), segundo pesquisa da Tokyo Shoko Research.
A reforma entrou em vigor em 16 de outubro de 2025. Antes, o candidato podia cumprir o requisito de escala do negócio com capital de 5 milhões de ienes ou com dois empregados em tempo integral. Com a mudança, passaram a ser exigidos, de forma cumulativa, capital ou investimento de ao menos 30 milhões de ienes, contratação de ao menos um empregado em tempo integral, requisito de proficiência em japonês, formação acadêmica ou experiência de gestão, além de plano de negócios validado por especialista.
A pesquisa, realizada entre 31 de março e 7 de abril de 2026, obteve 299 respostas válidas de empresas administradas por estrangeiros. Dessas, 135, ou 45,2%, disseram esperar algum impacto. Entre as respostas, 82 empresas afirmaram que tentarão se adaptar aos novos requisitos; 35 consideram a venda ou fusão do negócio; 19 pensam em transferir o direito de gestão; e 16, equivalentes a 5,3%, já pensam em encerrar a atividade.
Entre os requisitos considerados mais difíceis, 20 empresas citaram o aumento do capital mínimo e 16 apontaram a obrigação de contratar ao menos um empregado em tempo integral. Esse recorte tem como base 45 respostas à pergunta sobre quais requisitos pesaram na decisão.
A Tokyo Shoko Research também destacou que, entre as 143.367 empresas constituídas no Japão em 2024, o total de 136.624, ou 95,2%, tinha capital inferior a 10 milhões de ienes. Apenas 1.491, ou 1,0%, tinham capital de 30 milhões de ienes ou mais, o que mostra que a nova exigência representa uma barreira elevada mesmo em comparação com o padrão das novas empresas japonesas.
Após o endurecimento das regras, várias mídias locais publicaram que a média mensal de pedidos deste tipo de visto, que era de 1.700 cinco meses antes das mudanças, caiu para 70 nos meses posteriores à alteração, ou de 96%, segundo a Agência de Serviços de Imigração.
Foto: Canva







































