
País de Gales – No que depender de um projeto de lei que está sendo discutido no Parlamento do País de Gales, os políticos que mentirem deliberadamente para seus eleitores serão punidos. A previsão do governo é de que a medida entre em vigor em maio próximo, com aqueles que forem considerados culpados de fraude sendo desqualificados e afastados de seus cargos.
O governo galês é liderado pelo Partido Trabalhista e busca com o projeto de lei estabelecer um novo padrão de ética e transparência política, publicou a RTP.
Mas para que a lei seja precisa, o governo pediu ajuda ao Comitê de Padrões de Conduta do Senedd (Parlamento galês). O projeto também está tendo a colaboração do grupo Compassion in Politics.
O governo de Gales considera a legislação pioneira e quer colocar o país na dianteira do desafio global de restaurar a confiança na política.
A estimativa do governo é de que a lei vigore antes das eleições para o Parlamento, marcadas para domingo (7).
“O Governo galês apresentará a legislação antes de 2026 para a desqualificação de membros e candidatos considerados culpados de fraude deliberada por meio de um processo judicial independente”, disse Mick Antoniw, conselheiro-geral do governo galês, segundo o jornal britânico The Guardian.
A deputada trabalhista Hannah Blythyn, que preside o Comitê, disse que o relatório que está sendo elaborado trará recomendações para aprimorar as regras, deixando claro que não será aceitável que quem quiser ocupar cargos públicos engane as pessoas deliberadamente.
Outros profissionais consultados disseram que, como outros profissionais devem atuar com honestidade, segundo o regulamento de suas ocupações, os políticos devem seguir os mesmos padrões.
Jennifer Nadel, codiretora do Compassion in Politics, resumiu o cenário: “É hora de acabar com as mentiras”. Ela lembrou que quando um cliente se sente enganado, pode pedir indenização para a empresa que lhe vendeu um produto ou serviço, mas que com o político mentiroso não é assim. “Pelo bem da nossa democracia, isso tem que mudar”, diz.
Foto: Senedd Cymru/Welsh Parliament, via Wikimedia Commons, licenciado sob CC BY 2.0






































