Noites mal-dormidas: os principais vilões do seu sono

2025/08/13 11:17
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Tóquio – A falta de sono é um problema que pode afetar qualquer pessoa, transformando o período de descanso em um verdadeiro sacrifício. Noites mal-dormidas podem ser causadas por ansiedade, estresse, depressão, menopausa, excesso de cafeína, temperatura inadequada do ambiente ou uso excessivo de celular. Qual desses fatores atrapalha o seu sono?

O sono é essencial para a manutenção da saúde e do bem-estar. Segundo a American Sleep Association, dormir adequadamente reduz o risco de problemas cardíacos, respiratórios e neurológicos. Além disso, auxilia na recuperação das energias, na consolidação da memória e na regulação do humor. Também fortalece o sistema imunológico, ajuda a equilibrar o apetite, o metabolismo e o ritmo circadiano.

Quando não se dorme bem, é comum apresentar dificuldade de concentração, dores de cabeça e irritabilidade. Existem estratégias que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono, mas é sempre importante consultar um médico para identificar a causa, conforme orienta o portal Tua Saúde.

Principais causas de problemas de sono

Ansiedade
Transtorno psicológico que dificulta o início do sono ou provoca despertares noturnos. É uma reação normal a preocupação ou medo, mas em excesso pode indicar transtorno de ansiedade generalizada (TAG) ou síndrome do pânico.
O que fazer: criar um ambiente relaxante e tomar chás calmantes, como valeriana ou camomila, que ajudam a reduzir a ansiedade.

Estresse

Causado por situações como pressão no trabalho, luto, perda de emprego ou término de relacionamento. Aumenta a produção de cortisol, que deveria estar mais baixo à noite para permitir o aumento da melatonina, hormônio do sono.
O que fazer: organizar o tempo, praticar caminhadas ou hobbies. Se o estresse for intenso, procurar um médico para tratamento adequado.

Depressão
Transtorno psicológico que pode levar à insônia, sono de curta duração ou sono excessivo. Os sintomas incluem tristeza, falta de interesse, desesperança e pessimismo.
O que fazer: tratamento com psiquiatra, psicoterapia e, em alguns casos, uso de antidepressivos.

Síndrome do atraso da fase do sono
Distúrbio do ciclo circadiano, comum em adolescentes e jovens adultos, caracterizado por dificuldade em dormir cedo e tendência a acordar tarde.
O que fazer: tratamento médico, exposição à luz intensa ao acordar e uso de melatonina no entardecer para reajustar o relógio biológico.

Consumo excessivo de cafeína

Mantém o organismo em estado de alerta, dificultando o sono. Algumas pessoas metabolizam a cafeína mais lentamente, prolongando seus efeitos.
O que fazer: evitar cafeína por pelo menos 6 horas antes de dormir e optar por chás calmantes.

Dormir durante o dia
Sonecas longas, especialmente no fim da tarde, podem prejudicar o sono noturno.
O que fazer: limitar cochilos a no máximo 30 minutos e preferencialmente no início da tarde.

Uso excessivo de dispositivos eletrônicos

Celulares, computadores e tablets emitem luz que reduz a produção de melatonina e estimula a liberação de cortisol, atrapalhando o sono.
O que fazer: evitar telas por pelo menos 30 minutos antes de dormir.

Apneia do sono
Paradas momentâneas da respiração ou respiração superficial durante o sono, causando roncos e despertares. Pode gerar sonolência diurna, dores de cabeça e irritabilidade.
O que fazer: tratamento com pneumologista ou médico do sono.

Temperatura do quarto inadequada
Ambientes muito quentes ou frios prejudicam o descanso.
O que fazer: manter a temperatura entre 18 e 22 °C, usando ar-condicionado, ventilador ou umidificador.

Menopausa
Fim da fase reprodutiva da mulher, geralmente entre 45 e 51 anos, causando alterações hormonais, insônia, ondas de calor e suor noturno.
O que fazer: consultar ginecologista para avaliação e considerar reposição hormonal.

Andropausa
Queda dos níveis de testosterona, entre 40 e 55 anos, podendo provocar insônia, calor, irritabilidade e redução da libido.
O que fazer: consultar urologista para possível reposição hormonal, exceto em casos de câncer de próstata.

Síndrome das pernas inquietas
Movimentos involuntários das pernas ao deitar ou durante o sono. Pode estar relacionada a problemas neurológicos, deficiência de ferro, doenças renais ou medicamentos.
O que fazer: acompanhamento médico, higiene do sono, exercícios físicos e evitar cafeína antes de dormir. Em casos graves, uso de medicamentos.

Fotos: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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