COI avalia banimento de atletas transgênero em categorias femininas

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Suíça – O Comitê Olímpico Internacional está analisando o possível banimento de atletas transgênero das competições femininas, mas os responsáveis afirmam que “ainda não foram tomadas decisões” sobre a medida.

Pelo menos dois veículos esportivos publicaram que o COI discute a criação de regras específicas para atletas trans nos Jogos Olímpicos, mas que ainda não há uma decisão. Algumas modalidades já decidiram restringir a elegibilidade de competidoras trans em categorias femininas, como o atletismo e o boxe.

O Comitê formou um grupo de trabalho para avaliar a proteção da categoria feminina, o qual continua debatendo o tema, segundo a diretora médica e científica Jane Thornton. O grupo foi criado assim que Kirsty Coventry assumiu o cargo de presidente no lugar de Thomas Bach, em junho.

Anteriormente, o COI havia permitido que cada modalidade esportiva definisse suas próprias regras. No entanto, em junho, a presidente Coventry criou o grupo de trabalho com a expectativa de alcançar um consenso.

A previsão é de que um relatório sobre o assunto seja publicado pelo COI no início de 2026, possivelmente antes dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Na segunda-feira (10), foi divulgado que atletas nascidas do sexo masculino seriam impedidas de competir, após um estudo científico concluir que as vantagens físicas masculinas permanecem mesmo após a redução dos níveis de testosterona.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou em fevereiro uma ordem executiva proibindo atletas trans de competir em categorias femininas, medida que pretende aplicar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.

Um dos casos mais comentados foi o das boxeadoras Imane Khelif e Lin Yu-Ting, que conquistaram medalhas de ouro nos Jogos de Paris em 2024. Khelif afirmou ter nascido mulher e competido como tal. A World Boxing, entidade responsável pelo boxe internacional, passou a adotar testes obrigatórios de verificação de sexo biológico.

Grupos que fazem campanha pelo banimento de atletas trans em competições femininas afirmam que essa restrição representaria “o triunfo do bom senso sobre a ideologia transgênero”. Outras autoridades consideram “escandaloso” que homens biológicos tenham sido autorizados a competir com mulheres.

Nenhuma decisão deve ser tomada a curto prazo, mas cresce o movimento em torno da possibilidade de uma proibição total por parte do COI, o que tem gerado alívio entre os que defendem a separação rigorosa entre categorias masculinas e femininas.

Foto: Banco de Imagens

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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