Mulher morre de insolação em carro após terremoto em Kumamoto

Kumamoto – Uma mulher na faixa dos 70 anos, que se abrigava em seu carro, morreu com sinais aparentes de insolação e se tornou a mais recente vítima fatal do terremoto que atingiu a província de Kumamoto na semana passada. O balanço oficial da Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, divulgado às 11h desta segunda-feira, registra 38 mortes no desastre.
Segundo a emissora pública NHK, a mulher foi encontrada morta na quinta-feira (30 de julho) dentro de um veículo que estava sem combustível. As autoridades já vinham alertando sobre os riscos provocados pelas altas temperaturas nas áreas atingidas pelo terremoto.
Após a ocorrência, o governo da província decidiu distribuir folhetos às pessoas que estão dormindo em veículos, orientando-as a procurar locais frescos, manter-se hidratadas e praticar exercícios regularmente para reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos.
“É de partir o coração”, declarou o governador de Kumamoto, Takashi Kimura. Ele pediu às pessoas abrigadas em veículos que mantenham os automóveis abastecidos para poder usar o ar-condicionado ou considerem a possibilidade de se transferir para centros de evacuação climatizados.
Quase 47 mil residências continuam sem acesso à água potável, enquanto algumas áreas também enfrentam escassez de combustível. No sábado (1º de agosto), a temperatura chegou a 36,6°C, segundo a reportagem, elevando a preocupação com novos casos de insolação entre os desabrigados.
Mais de 9 mil pessoas permanecem em abrigos improvisados em centros comunitários, ginásios e salas de aula de escolas, muitos deles sem ar-condicionado. Outras continuam passando as noites em veículos estacionados nos pátios de prefeituras, em parques ou nas proximidades de suas residências.
A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou, durante uma reunião com ministros, que o governo está enviando às áreas atingidas água, alimentos e outros itens de primeira necessidade, como banheiros portáteis, aparelhos de ar-condicionado e divisórias para os centros de evacuação.
Foto: Reprodução/TBS News







































