Incêndios destroem nove templos e santuários históricos no Japão em 2026

Tóquio – Nove templos budistas e santuários xintoístas foram destruídos por incêndios em todo o Japão nos primeiros cinco meses deste ano, levantando preocupação sobre a preservação de construções históricas de madeira no país.
Entre os casos está o Templo Daihoji, em Takaoka (Toyama), fundado em 1453 e com cerca de 573 anos de história. O incêndio destruiu o salão principal, mas quatro pinturas budistas pertencentes ao templo e classificadas como bens culturais importantes do Japão estavam guardadas no Museu de Arte de Takaoka e não foram atingidas.
Outro caso de grande impacto foi o incêndio no Salão Reikado, no templo Daishoin, no monte Misen, na ilha de Miyajima (Hiroshima). O local abrigava a Chama Eterna do Japão, conhecida como Kiezu no Hi, mantida acesa por cerca de 1.200 anos e associada ao monge Kobo Daishi. Apesar da destruição do salão, a chama sagrada foi retirada por um monge e preservada em outra área do templo.
Os incêndios ocorreram entre 15 de janeiro e 20 de maio. De acordo com o Fire Risk Heritage, cinco pessoas morreram no incêndio registrado no Templo Shorinji, em Shimonoseki (Yamaguchi). Dos nove templos e santuários atingidos, sete foram destruídos totalmente e dois sofreram danos parciais.
A causa da maior parte dos incêndios ainda está sob investigação. Alguns locais já haviam enfrentado destruição semelhante no passado, como o Salão Reikado, que também foi destruído por um incêndio em 2005 e reconstruído no ano seguinte.
Até agora, foram atingidos pelo fogo o Santuário Suga, em Kitakyushu (Fukuoka); o Templo Shiraikuji, em Matsuyama (Ehime); o Templo Hottoji (Ehime); o Templo Shorinji, em Shimonoseki (Yamaguchi); o Santuário Atago, em Niigata; o Templo Daihoji, em Takaoka (Toyama); o Templo Daiho (Toyama); o Salão Reikado, no templo Daishoin, no monte Misen, na ilha de Miyajima (Hiroshima); e o Templo Renshoji (Toyama).
Muitos templos e santuários do Japão são construídos com madeira, o que torna o fogo uma das maiores ameaças a esse tipo de patrimônio. Além da perda arquitetônica, incêndios em locais religiosos podem destruir objetos sagrados, obras de arte, registros históricos e tradições mantidas por séculos.
Após o incêndio no Castelo de Shuri, em Okinawa, em 2019, o governo japonês iniciou um programa nacional para reforçar a proteção contra incêndios em locais de valor cultural. No entanto, a sequência de casos registrada em 2026 mostra que o risco continua elevado e que a preservação desse patrimônio depende de medidas constantes de prevenção, fiscalização e modernização dos sistemas de segurança.
Foto: Reprodução/NDTV World







































