Suécia paga US$ 34.000 para imigrantes deixarem o país voluntariamente

2025/11/28 07:13
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Suécia – O governo da Suécia quer pagar US$ 34.000, pouco mais de 5 milhões de ienes, para imigrantes que retornarem aos seus países de origem voluntariamente a partir de 2026. A decisão conta com o apoio do partido anti-imigração Democratas Suecos.

O país europeu sempre foi visto como uma nação humanitária que recebia imigrantes sem grandes restrições, mas tem enfrentado dificuldades para integrar quem chegou, segundo a Fortune.

O anúncio do pagamento a quem deixar o país foi feito no ano passado. Na ocasião, o ministro da Migração, Johan Forssell, afirmou para jornalistas: “Estamos em meio a uma mudança pragmática em nossa política migratória”.

Desde a década de 1990, a Suécia acolheu muitos migrantes, muitos deles de países em conflito, como a antiga Iugoslávia, Síria, Afeganistão, Somália, Irã e Iraque.

Só em 2015, o país recebeu 160.000 requerentes de asilo. A taxa de desemprego entre eles aumentou, ampliando as desigualdades e pressionando o sistema de bem-estar social.

Os imigrantes recebiam até 10.000 coroas suecas por adulto e 5.000 coroas suecas por criança, com limite de 40.000 coroas suecas por família, para deixar o país. Porém, poucas pessoas solicitam esse auxílio, disponível desde 1984.

Outros países europeus também oferecem subsídios para incentivar o retorno voluntário dos migrantes.
A Dinamarca paga US$ 15.000 por pessoa. A Noruega, US$ 1.400. A França oferece US$ 2.800 e a Alemanha, US$ 2.000.

Problema de integração

Em entrevista em maio deste ano, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse para a Euronews que a integração precisa ser controlada e apoiou o aumento dos auxílios para o retorno dos migrantes.

O país já havia oferecido 900 euros por adulto, mas o valor atraiu apenas 70 pessoas dispostas a deixar a Suécia. Depois, o valor subiu para 32.000 euros, aumento de 3.400%.

Kristersson disse que o incentivo financeiro existe há anos, mas que agora está se inspirando na Dinamarca, que estabeleceu a meta de 22.000 pessoas deixando o país.

Ele reconhece que o método não agrada a todos, mas afirmou: “Temos um problema de integração, e se as pessoas que têm o direito legal de permanecer na Suécia não se integram, não apreciam o estilo de vida sueco, então pelo menos considerariam retornar aos seus países de origem."

O premiê citou ainda que ações em toda Europa vêm mudando de forma acelerada, o que pode facilitar decisões sobre política migratória. A Comissão Europeia propôs recentemente medidas para tornar mais eficaz a repatriação de migrantes em situação irregular.

Foto: Banco de Imagens

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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