Suécia paga US$ 34.000 para imigrantes deixarem o país voluntariamente

Suécia – O governo da Suécia quer pagar US$ 34.000, pouco mais de 5 milhões de ienes, para imigrantes que retornarem aos seus países de origem voluntariamente a partir de 2026. A decisão conta com o apoio do partido anti-imigração Democratas Suecos.
O país europeu sempre foi visto como uma nação humanitária que recebia imigrantes sem grandes restrições, mas tem enfrentado dificuldades para integrar quem chegou, segundo a Fortune.
O anúncio do pagamento a quem deixar o país foi feito no ano passado. Na ocasião, o ministro da Migração, Johan Forssell, afirmou para jornalistas: “Estamos em meio a uma mudança pragmática em nossa política migratória”.
Desde a década de 1990, a Suécia acolheu muitos migrantes, muitos deles de países em conflito, como a antiga Iugoslávia, Síria, Afeganistão, Somália, Irã e Iraque.
Só em 2015, o país recebeu 160.000 requerentes de asilo. A taxa de desemprego entre eles aumentou, ampliando as desigualdades e pressionando o sistema de bem-estar social.
Os imigrantes recebiam até 10.000 coroas suecas por adulto e 5.000 coroas suecas por criança, com limite de 40.000 coroas suecas por família, para deixar o país. Porém, poucas pessoas solicitam esse auxílio, disponível desde 1984.
Outros países europeus também oferecem subsídios para incentivar o retorno voluntário dos migrantes.
A Dinamarca paga US$ 15.000 por pessoa. A Noruega, US$ 1.400. A França oferece US$ 2.800 e a Alemanha, US$ 2.000.
Problema de integração
Em entrevista em maio deste ano, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse para a Euronews que a integração precisa ser controlada e apoiou o aumento dos auxílios para o retorno dos migrantes.
O país já havia oferecido 900 euros por adulto, mas o valor atraiu apenas 70 pessoas dispostas a deixar a Suécia. Depois, o valor subiu para 32.000 euros, aumento de 3.400%.
Kristersson disse que o incentivo financeiro existe há anos, mas que agora está se inspirando na Dinamarca, que estabeleceu a meta de 22.000 pessoas deixando o país.
Ele reconhece que o método não agrada a todos, mas afirmou: “Temos um problema de integração, e se as pessoas que têm o direito legal de permanecer na Suécia não se integram, não apreciam o estilo de vida sueco, então pelo menos considerariam retornar aos seus países de origem."
O premiê citou ainda que ações em toda Europa vêm mudando de forma acelerada, o que pode facilitar decisões sobre política migratória. A Comissão Europeia propôs recentemente medidas para tornar mais eficaz a repatriação de migrantes em situação irregular.
Foto: Banco de Imagens







































