Falta de policiais em Tóquio afeta investigações e atendimento de emergências

Tóquio – A Polícia Metropolitana de Tóquio está com um déficit de 3.060 policiais em relação ao efetivo previsto de 43.619 agentes, situação que vem dificultando as investigações de crimes e o trabalho de manutenção da segurança na capital japonesa. Um dos efeitos é o aumento do tempo de resposta às chamadas feitas para o número de emergência 110.
A taxa de preenchimento do efetivo era de 93% em abril, bem abaixo da média nacional de 97,1%. O índice coloca Tóquio na última posição entre as forças policiais do Japão, segundo informações divulgadas pela imprensa local com base em dados fornecidos por uma alta fonte da polícia.
Em abril, o Departamento de Polícia Metropolitana contava com 40.559 policiais, indicando um déficit de 3.060 agentes em relação ao efetivo previsto, de acordo com a Agência Nacional de Polícia.
Há, porém, uma particularidade nesses números. Do total, 1.523 policiais são contabilizados administrativamente como ocupantes de vagas não preenchidas porque retornaram ao trabalho há menos de um ano após licença para cuidar dos filhos. Embora essas vagas ainda sejam consideradas abertas, esses policiais já estão trabalhando.
Mesmo excluindo esse grupo, porém, a falta de pessoal vem se agravando. O departamento não tem conseguido recrutar policiais em número suficiente, em parte porque muitos candidatos preferem buscar oportunidades no setor privado. Também há casos de policiais jovens, ainda no início de carreira, que deixam a corporação em busca de melhores oportunidades profissionais.
Em relação ao atendimento pelo número 110, o volume de chamadas continua aumentando, mas os casos que envolvem risco de vida recebem prioridade, segundo um responsável pelo setor.
Além das delegacias, os 825 pequenos postos policiais espalhados pelos bairros de Tóquio também estão revendo a distribuição de seus efetivos.
Foto: Canva






































