
Tóquio – A taxa de uso do cinto de segurança por passageiros no banco traseiro dos veículos ainda é muito baixa, chegando a 45,5% em vias comuns, enquanto 96,8% dos ocupantes dos bancos dianteiros usam o recurso, segundo levantamento da Federação Automobilística do Japão (JAF) feito em parceria com a Agência Nacional de Polícia (ANP). Os dados são de 2024.
Representantes da JAF e policiais fizeram o levantamento em 781 pontos de estradas comuns e 104 de rodovias e vias expressas em todo o Japão. Os resultados da pesquisa foram divulgados somente em fevereiro.
Mas o índice de uso do cinto muda no caso de carros que usaram rodovias e vias expressas. Entre motoristas, a taxa de uso do cinto foi de 99,6%, enquanto passageiros no banco da frente somaram 98,8%. Já os ocupantes do banco traseiro chegaram a 79,7% usando o recurso.
Embora o índice de uso do cinto em rodovias e vias expressas no banco traseiro seja alto em comparação com a taxa em vias comuns, ainda assim a JAF considera abaixo do ideal.
O levantamento também visa lembrar aos motoristas e passageiros que o uso do cinto de segurança no banco traseiro se tornou obrigatório no Japão em 2008. Ainda assim, a adesão continua muito baixa.
Por província, o uso do cinto no banco traseiro em estradas comuns tem a província de Gifu na liderança, com 61,5%, seguida por Yamanashi (59%), Niigata (58,5%), Gunma (57,1%) e Saitama (56,4%).
Já os menores índices foram registrados em Okinawa, com apenas 14,4%, além de Aomori (30,2%), Oita (32,5%), Fukuoka (32,6%) e Ishikawa (35,5%).
A configuração muda quando se trata de rodovias e vias expressas, com Aomori e Kyoto registrando taxas de 94%. Ambas são seguidas por Yamagata (92,9%), Akita e Wakayama (92% em ambas). Mas os índices caem nas seguintes províncias: Okinawa (53,6%), Saga (55,5%), Hyogo (62,6%) e Kanagawa (64,8%).
As autoridades policiais e da JAF alertam que o não uso do cinto no banco traseiro representa risco não apenas para o próprio passageiro, mas também para os demais ocupantes do veículo em caso de colisão, já que o impacto pode projetar a pessoa para frente dentro do carro. Por isso, a pesquisa busca reforçar campanhas de conscientização sobre a importância do uso do equipamento por todos os ocupantes do veículo.
Foto: Canva






































