Contas de luz atingirão novos recordes no Japão; governo anuncia subsídios para o inverno

Tóquio – As contas de eletricidade referentes ao consumo de novembro atingirão valores recordes em sete das dez principais companhias de energia elétrica do Japão, segundo anúncios feitos pelas empresas no final de outubro.
As tarifas para residências com consumo padrão aumentarão nessas sete companhias, refletindo a forte alta dos preços de aquisição do petróleo bruto, provocada pelas contínuas tensões no Oriente Médio.
Os valores correspondentes ao consumo de novembro serão cobrados dos consumidores em dezembro.
A Chubu Electric Power, que atende principalmente à região de Tokai, incluindo as províncias de Aichi, Gifu e Mie, registrará o maior aumento entre as dez companhias.
A conta mensal de uma residência com consumo padrão subirá 273 ienes em relação ao mês anterior, passando para 9.920 ienes.
Na Tokyo Electric Power Company (TEPCO), responsável pelo fornecimento de energia elétrica em grande parte da região de Kanto, a conta aumentará 177 ienes, chegando a 9.738 ienes.
Por outro lado, as tarifas da Hokkaido Electric Power e da Kyushu Electric Power apresentarão redução, enquanto as da Kansai Electric Power permanecerão inalteradas.
O aumento dos custos está relacionado aos esforços das empresas japonesas para diversificar suas rotas de abastecimento e reduzir a dependência do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica para o comércio internacional de energia.
A busca por fornecedores e rotas alternativas tem elevado os custos de aquisição do petróleo, incluindo as despesas com transporte.
Os consumidores já vinham enfrentando forte aumento nas contas de eletricidade desde outubro.
Na Chubu Electric Power, por exemplo, a conta residencial padrão passou de 8.155 ienes para 9.647 ienes em outubro. Com o novo reajuste anunciado para novembro, chegará a 9.920 ienes.
Isso representa um aumento acumulado de 1.765 ienes em dois meses, equivalente a aproximadamente 21,6%.
Parte da elevação registrada nos últimos meses também está relacionada ao encerramento, em setembro, dos subsídios governamentais que reduziam as contas residenciais de eletricidade.
Novo subsídio no inverno
Apesar da alta, o governo anunciou uma nova rodada de ajuda para reduzir as despesas das famílias durante o inverno.
A primeira-ministra Sanae Takaichi informou no final de outubro que o governo retomará os subsídios às contas de eletricidade e gás no período correspondente ao consumo de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027.
A expectativa é de que uma residência padrão economize cerca de 7 mil ienes durante os três meses.
No caso da eletricidade, o desconto previsto será de 1 iene por quilowatt-hora em dezembro e de 4,5 ienes por quilowatt-hora em janeiro e fevereiro.
O governo também deverá avaliar a necessidade de prolongar a ajuda para março, dependendo das temperaturas durante o inverno e da evolução dos preços da energia.
Gás também fica mais caro
A pressão sobre as despesas domésticas não se limitará às contas de eletricidade.
As quatro principais companhias de gás urbano do Japão também anunciaram aumentos para o consumo de novembro.
Na Tokyo Gas, a conta de uma residência padrão deverá subir 230 ienes, chegando a 6.718 ienes.
A alta está relacionada principalmente ao encarecimento do petróleo e do gás natural liquefeito, o GNL, importantes fontes utilizadas no abastecimento energético do Japão.
Com os reajustes de eletricidade e gás, as famílias enfrentarão custos energéticos mais elevados no final do ano, embora a retomada dos subsídios a partir do consumo de dezembro deva reduzir parte desse impacto durante os meses mais frios.
Foto: Canva








































