Conheça de perto alguns dos 'personagens' de 'Jurassic World: Recomeço'

2025/08/13 09:31
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Tóquio – Um novo capítulo da franquia Jurassic Park estreou nos cinemas do Japão. A película, intitulada “Jurassic World: Rebirth”, será estrelada por Scarlett Johansson, Jonathan Bailey e outros famosos. E, em Tóquio, há um museu onde você pode ficar muito perto dos mesmos grandalhões que aparecem no filme.

O enredo de Jurassic World: Rebirth (Jurassic World: Recomeço) se passa cinco anos após “Jurassic World: Domínio”. Desta vez, uma expedição desbrava regiões equatoriais isoladas, onde toda essa história começou e onde os dinos passaram a viver, pelo fato de o clima naquela faixa do mundo ser favorável a eles. O detalhe é que a equipe que irá até lá precisa extrair o DNA de três grandes criaturas pré-históricas que circulam na região, sob o argumento de obter um avanço médico inovador. A partir daí, é melhor se segurar na poltrona do cinema.

Encare o T. rex

Caso tenha assistido aos episódios anteriores, uma das estrelas do filme é o Tyrannosaurus rex, ou simplesmente T. rex para os amigos, o qual continua apavorando os jovens exploradores do Jurassic Park. Mas hoje, felizmente, ele só é encontrado na forma de esqueleto. E, caso não tenha ideia do seu tamanho descomunal, vale uma visita ao National Museum of Nature and Science (国立科学博物館, Kokuritsu Kagaku Hakubutsukan, ou Museu Nacional da Natureza e da Ciência), em Tóquio.

Quando encontrava uma presa, o T. rex não a cortava ou triturava, mas a engolia em pedaços inteiros, apesar dos dentes afiados e serrilhados. Esse pavoroso animal viveu há 65 milhões de anos, no período Cretáceo, segundo análises científicas. O T. rex tinha até 12 metros de comprimento e 3,6 metros de altura, pesava cerca de 7 toneladas – o mesmo que um elefante africano – o que já era bastante assustador.

Além do T. rex, o visitante encontrará no museu também esqueletos de outros animais que aparecem no filme, como o Pterodáctilo, um réptil voador que existiu na Terra há 150 milhões de anos. Encontrar um desses não devia ser tarefa fácil naquela época. Eles tinham asas enormes e alguns podiam chegar ao tamanho dos aviões atuais. Além de serem carnívoros, os Pterodáctilos comiam peixes e pequenos animais, e podiam andar, embora de forma desajeitada. Mesmo assim, não era bom facilitar as coisas para eles.

Outras exposições

O museu não se restringe aos temíveis dinossauros e suas variadas espécies. O local brinda os visitantes com informações sobre as mais diversas formas de vida já estudadas na Terra. No salão de taxidermia, o visitante encontrará mais de 100 animais em exposição, como tigre, urso, gorila, camelo e muitos outros.

O museu também exibe descobertas científicas, além de máquinas e equipamentos que marcaram a história, como motores a vapor.

Estando lá, reserve um tempo para apreciar o Teatro 360, que exibe filmes em 3D em uma cúpula especial. São sete filmes diferentes apresentados de forma rotativa, com um selecionado a cada mês.

Além disso, o museu realiza uma exposição especial intitulada "A Era Glacial: O Mundo Visto pela Humanidade Há 40.000 Anos", em cartaz até o dia 13 de outubro de 2025. Vale a pena conferir.

Muitas das informações nos quadros próximos aos objetos estão em japonês, com leitura furigana sobre os ideogramas. Em algumas partes, as informações também estão disponíveis em inglês. Vá com tempo, pois são vários andares com muito para observar e aprender.

O museu fica junto ao parque Ueno e não dispõe de estacionamento para carros nem para bicicletas. O acesso é fácil para quem for de trem: são 5 minutos de caminhada da estação JR Ueno; 10 minutos das linhas Tokyo Metro Ginza e Hibiya, na estação Ueno; e 10 minutos da linha Keisei, também a partir da estação Ueno.

Fotos: Portal Japão

Serviço
Museu Nacional da Natureza e da Ciência

Horário: das 9h às 17h (fechado às segundas-feiras, exceto quando for feriado nacional. Nesse caso, o museu abre na segunda e fecha no dia seguinte)
Endereço: 110-8718 Tokyo-to Taito-ku Ueno Park 7-20. Tel.: 050-5541-8600 ou 03-3822-0111 (no site do museu há uma lista de estacionamentos nos arredores)
Ingressos: ¥ 630 (estudantes em geral e universitários); gratuito para estudantes do ensino médio (apenas para as exposições permanentes)

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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