
Tóquio – O alerta de tsunami emitido nesta quarta-feira (30), em razão de um forte terremoto ocorrido na costa da Rússia, poderá continuar vigente por mais um dia, segundo a Agência Meteorológica do Japão.
O tsunami foi causado por um forte tremor de magnitude 8,7 em Kamchatka, na Rússia, o que gerou a emissão de alertas em vários países da região.
O técnico da Agência, Masashi Kiyomoto, disse durante uma entrevista que tsunamis continuam sendo observados no Japão. Ele explicou que um único tsunami pode ter um ciclo muito longo, de cerca de uma hora, e as ondas podem ser observadas por um longo período.
Com base em grandes terremotos ocorridos em Kamchatka, na Rússia, os tsunamis gerados podem permanecer por pelo menos mais de um dia.
Ele solicitou que as pessoas que evacuaram não retornem para casa até que o alerta seja suspenso e que permaneçam alertas com relação ao nível da maré, que pode subir além do normal se o tsunami vier junto da maré alta.
Uma morte e evacuados
Uma mulher de 58 anos morreu em Kumano (Mie), quando tentava evacuar para uma área mais alta com seu carro, até que o veículo caiu de um penhasco de 30 metros. O acidente ocorreu em uma rota federal em Homo-cho, e uma testemunha avisou aos bombeiros. A polícia está investigando os detalhes do acidente, publicou a TBS.
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações informou que mais de 2 milhões de pessoas, em 229 cidades e vilas de 21 províncias, estão sob ordem de evacuação entre Hokkaido e Wakayama.
Após a emissão do alerta, os japoneses correram para lugares altos, como prédios, para aguardar a chegada das ondas. Além do Japão, o alerta foi emitido também para Filipinas, Indonésia, China, Chile, Peru, México, Panamá e Taiwan.
Uma onda de 1,3 metro foi observada no porto de Kuji (Iwate), onde o nível do mar variou drasticamente. Outras províncias foram atingidas pelas ondas do tsunami, assim como no Havaí, com ondas de 1,5 metro, além do Alasca e da Califórnia (Estados Unidos).
Em Severo-Kurilsk, na Rússia, perto do epicentro, as ondas arrancaram barcos das marinas e levaram contêineres, segundo a agência estatal Tass.
Transporte
Devido ao alerta de tsunami, o tráfego de trens e aviões foi interrompido em todo o país, segundo a NHK.
Na região metropolitana de Tóquio e em outras áreas, os trens urbanos não circularam durante o dia, como foi o caso das linhas Tokaido, Yokosuka e Shonan-Shinjuku, forçando os passageiros a pegar táxis.
As pistas do Aeroporto de Sendai (Miyagi) foram fechadas por volta das 9h40, segundo o Ministério dos Transportes. Alguns voos com destino ao principal centro costeiro foram redirecionados.
As companhias aéreas estão pedindo aos clientes que se mantenham informados, consultando seus sites.
Calor extenuante
Não bastasse o perigo do tsunami, alertas de insolação foram emitidos para 33 das 47 províncias do Japão na quarta-feira.
A temperatura mais alta foi de 41,2°C em Tamba (Hyogo), superando os 41,1°C de Kumagaya (Saitama), em 2018, noticiou a NHK.
Algumas pessoas foram levadas ao hospital devido ao forte calor.
Foto: Reprodução
Ondas de tsunami avançando pelo rio Kujukuri, na província de Chiba







































