Você aceita o desafio de passar fevereiro inteiro longe do celular?

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São Paulo – Você conseguiria ficar um dia sem celular? E que tal um mês? Pois essa é a proposta da campanha mundial "Fevereiro Sem Celular" (Phone Free February). O desafio proposto é diminuir o tempo das pessoas diante da tela no segundo mês do ano, estimulando o uso mais saudável do aparelho. Então, você consegue?

O site da campanha informa que os celulares são projetados para serem irresistíveis, isto é, têm formato, design e recursos viciantes, ao ponto de fazerem com que as pessoas verifiquem os dispositivos o tempo todo. A média chega a 221 vezes por dia, publicou a Jovem Pan.

Os organizadores da campanha dizem que as "empresas de tecnologia empregam milhares de engenheiros especificamente para maximizar o engajamento e explorar vulnerabilidades psicológicas. Isso não é uma falha pessoal; é um ataque coordenado à nossa atenção".

A campanha foi criada pelos ativistas Charlotte Ashton e Jacob Warn como uma forma de resistência digital diante do apelo quase irresistível dos celulares fabricados pelas grandes empresas de tecnologia.

Para Charlotte Ashton e Jacob Warn, desafiar as pessoas a ficar um mês sem celular ajuda a conscientizar sobre a influência das Big Techs, como são chamadas as companhias de tecnologia, e do prejuízo que causam no cotidiano de muitas pessoas.

Ambos afirmam que "as redes sociais condicionam a vivenciar a vida através de uma tela, a performar em vez de nos conectarmos verdadeiramente. O tempo sem celular é uma rebelião contra a cultura performática que as empresas de tecnologia criaram", defendem os ativistas.

Para os dois ativistas, o uso excessivo de celular influencia três pontos na vida das pessoas: a qualidade do sono, o trabalho e as relações sociais.

Com relação ao sono, os ativistas pregam que resistir ao uso de celular o tempo todo pode trazer um sono de qualidade. Eles citam o hábito de muitas pessoas em verificar as mídias no celular já na cama, prestes a dormir. Para eles, isso atrapalha o descanso, até porque o aparelho foi criado para manter as pessoas acordadas ou alertas, visualizando conteúdos nas redes sociais sem parar.

No segundo ponto indicado, sobre o trabalho, os autores da campanha alegam que o celular não torna as pessoas mais produtivas, mas sim exaustas. "Nos venderam uma mentira, a de que a conectividade constante é sinônimo de produtividade, que nos torna melhores trabalhadores, que as notificações nos mantêm no controle da situação", dizem.

Os ativistas sugerem estratégias para reduzir o excesso de celular no trabalho, com dicas simples como eliminar notificações não essenciais e programar períodos de checagem de mensagens.

No terceiro ponto, eles recomendam que as pessoas sejam mais sociáveis e questionam: "Estamos mais conectados do que nunca, então por que nos sentimos tão sozinhos?"

A campanha recomenda silenciar o celular durante encontros, usar redes sociais de forma não compulsiva, cultivar passatempos com o aparelho longe das mãos, passear e criar períodos distante da tela.

Quem desejar mais informações a respeito, deve acessar o site oficial da campanha.

E você, conseguiria seguir todos estes pontos e ficar sem usar o celular por um mês? Comente o que faria.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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