Verão escaldante aumenta procura de homens por depilação no Japão

Tóquio – Os homens japoneses estão procurando cada vez mais clínicas de cuidados estéticos. Um dos tratamentos que mais ganham espaço é a retirada dos pelos do corpo, principalmente como forma de aliviar o desconforto provocado pelo verão escaldante, publicou a agência Reuters.
Um funcionário de escritório de 24 anos entrou para a lista de clientes de clínicas de estética de Tóquio. Ele decidiu depilar as pernas, afirmando que essa lhe pareceu a escolha mais óbvia e visível para enfrentar os dias quentes.
Mas o jovem não tomou a decisão sozinho. Ele contou que a depilação foi uma resolução de Ano-Novo feita com amigos. Agora, diz que se sente mais limpo e que a retirada dos pelos também ajudou a reduzir o incômodo provocado pelo suor.
Na Gorilla Clinic, uma das redes de clínicas voltadas ao público masculino, a procura já não se concentra apenas na retirada dos pelos faciais. Segundo Hiroyuki Ota, diretor da unidade localizada em Ginza, em Tóquio, cresceu a demanda pela depilação de outras partes do corpo.
O calor extremo também tem levado muitos homens japoneses a deixar de lado a resistência ao uso de shorts, uma peça que no passado era vista como mais adequada para crianças ou para usar na praia.
As bermudas começam a fazer parte do cotidiano de funcionários que trabalham nos escritórios do Governo Metropolitano de Tóquio. A administração da capital ampliou neste ano as medidas do programa “Cool Biz”, que já permitia deixar de lado paletós e gravatas. O objetivo é incentivar o uso de roupas mais leves para enfrentar o calor e, ao mesmo tempo, economizar energia.
Os termômetros têm registrado temperaturas cada vez mais elevadas nos últimos anos. No ano passado, o Japão atingiu a máxima histórica de 41,8°C.
A Hot Pepper Beauty, plataforma on-line japonesa de reservas e avaliações de serviços de beleza, informou que pouco mais de um quarto dos homens entrevistados neste ano realizou depilação na parte inferior das pernas nos últimos 12 meses.
Com o aumento da procura, conseguir horário nas clínicas também ficou mais difícil. Ota afirmou que, quando a unidade de Ginza foi inaugurada, há 11 anos, era raro todos os horários disponíveis ficarem completamente preenchidos.
Foto: Canva







































