Uber anuncia robotáxis para 2026 e futuro no Brasil é incerto

São Paulo – A Uber anunciou recentemente a compra de veículos autônomos de nível 4, em uma estratégia para colocar nas ruas sua própria frota de robotáxis em 2026. E o serviço da empresa no Brasil, nessa nova perspectiva, poderá sofrer duros golpes.
O investimento da Uber foi na compra de 20 mil SUVs elétricos Lucid Gravity, que vêm adaptados com tecnologia de condução autônoma de nível 4, graças a uma parceria com a startup de Inteligência Artificial Nuro. Essa frota deverá começar a operar em cidades dos Estados Unidos no segundo semestre do ano que vem, publicou a mídia especializada.
Nos carros autônomos de nível 4, o veículo pode intervir caso algo dê errado ou haja falha no sistema. Eles não exigem interação humana na maior parte das situações, mas um humano ainda tem a opção de controlar manualmente.
Então, qual o problema no Brasil?
Com os veículos autônomos, especialistas acreditam que a Uber reduzirá gradualmente os serviços prestados por motoristas em mercados onde a operação é mais cara e burocrática.
No Brasil, a Uber enfrenta altos custos trabalhistas, tributação complexa e discussões judiciais sobre vínculo empregatício com motoristas. E o país pode entrar na lista daqueles nos quais a Uber poderá diminuir sua atuação, caso a frota autônoma se torne o foco central.
Especialistas dizem que a Uber estuda revisar contratos e operações em países onde o retorno do negócio está abaixo da média global.
Vantagens dos autônomos
Os elétricos da Lucid Gravity trazem diversas vantagens para a Uber, como autonomia de cerca de 724 quilômetros por carga, o que reduz as paradas para recarga; o sistema Nuro Driver de nível 4 dispensa motoristas em áreas previamente mapeadas; suas cabines são espaçosas e confortáveis, ideais para longos deslocamentos.
Além disso, os veículos operarão 24 horas por dia, com custo menor e menos interrupções ou outros problemas, o que poderá fazer com que as tarifas caiam em alguns mercados.
Mas a concorrência não dormiu no ponto. A Waymo, subsidiária do Google, já opera robotáxis em cidades americanas como Phoenix e San Francisco. E a Tesla lançou, em junho, seu serviço experimental de táxis autônomos em Austin, no Texas.
Foto: Banco de Imagem







































