The Economist classifica Sanae Takaichi como ‘a mulher mais poderosa do mundo’

Londres/Tóquio – A revista britânica The Economist publicou um artigo classificando a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, como “a mulher mais poderosa do mundo”, após liderar a vitória esmagadora do Partido Liberal Democrata (PLD) no Parlamento japonês.
A publicação destaca que, após a conquista da maioria na poderosa Câmara dos Representantes, no Parlamento, Takaichi, que também é líder do PLD, agora “tem uma oportunidade histórica de transformar seu país. E ela não deve desperdiçá-la”, noticiou o Nippon.
O PLD havia perdido espaço precioso na Câmara dos Representantes e desta vez, segundo a The Economist, em sua longa história, o partido nunca havia vencido “de forma tão decisiva quanto” no pleito do dia 8 de fevereiro.
O partido está no poder desde a sua fundação, em 1955, exceto nos períodos de 1993 e 1994, quando foi formado um governo de coalizão e o PLD ficou de fora; outro período foi durante os governos do Partido Democrático do Japão (PDJ), entre 2009 e 2012.
“Para corresponder às expectativas que sua aposta eleitoral e sua grande vitória criaram, Takaichi precisa pensar de maneira mais ampla e ambiciosa”, destacou o artigo, acompanhado de uma ilustração da primeira-ministra sorrindo e erguendo a mão direita tendo o Monte Fuji ao fundo.
“Ela deve ser uma líder para todo o Japão, não apenas para seus apoiadores da direita.”
Saiba mais
Takaichi é ocupa desde outubro de 2025 o cargo de primeira-ministra do Japão e a presidência do Partido Liberal Democrata (PLD). Ela nasceu em Yamatokōriyama, na prefeitura de Nara, e tem 64 anos. Antes de chegar à chefia do governo, foi eleita pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 1993 e desde então construiu uma longa carreira parlamentar, com períodos como ministra em gabinetes anteriores.
Formou-se em administração de empresas pela Universidade de Kobe e antes de ingressar na política trabalhou como autora, assessora legislativa e comunicadora.
Politicamente ela é associada à ala conservadora do PLD, conhecida por posições em segurança e nacionalismo. Entre suas prioridades estão reforçar a defesa nacional, revisar a Constituição pacifista japonesa e fortalecer a aliança com os Estados Unidos. Em questões sociais ela é contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e contra mudanças que permitam a sucessão feminina ao trono.
Com relação aos estrangeiros no Japão, ela defende regras mais rígidas de imigração e controle sobre a permanência e a conduta dos chamados não japoneses no país.
Ela enfatiza que estrangeiros devem obedecer estritamente às leis japonesas e apoia restrições mais duras à migração ilegal, propondo medidas como fortalecimento das exigências de vistos, fiscalização mais intensa de violadores de regras e criação de órgãos dedicados ao tema; ao mesmo tempo, ela afirma que essas políticas visam uma “coexistência ordenada” e não xenofobia, mas gera preocupação entre comunidades estrangeiras, especialmente diante de propostas que podem dificultar a integração e garantir maior fiscalização de residentes e visitantes estrangeiros.
Foto: Reprodução/NHK







































