Sanae Takaichi rejeita apelo de economistas para reduzir consumo de energia

Tóquio - Uma pesquisa mostrou que 66% dos economistas entrevistados defendem que o Japão deve adotar medidas para conter o consumo de combustíveis diante da alta dos preços do petróleo bruto. Mas a primeira-ministra Sanae Takaichi disse que é contra pedir à população que reduza o consumo de energia diante do provável prolongamento do conflito no Oriente Médio, alegando que a atividade econômica não deve ser interrompida.
A pesquisa foi feita pela Nikkei Inc. e pelo Japan Center for Economic Research com 50 economistas que integram o painel econômico da Nikkei: 16% dos entrevistados concordam totalmente e 50% apenas aceitam que o país deve racionar o consumo de energia, segundo a TV Tokyo Biz.
Os economistas também defendem a ampliação do trabalho remoto e esforços para racionar energia elétrica, como preparação para um possível prolongamento do conflito e a interrupção no fornecimento de petróleo e gás.
Os pesquisadores perguntaram também se os subsídios à gasolina, que visam conter a alta nos preços, deveriam ser reduzidos ou eliminados. A maior parcela, 68%, disse concordar, enquanto 18% afirmaram concordar totalmente, elevando para 86% o apoio à redução ou ao fim desses subsídios.
Takaichi é contra
Durante sua passagem pelo Parlamento, Takaichi foi questionada por um parlamentar sobre o assunto. Ela respondeu: "Não acredito que a atividade econômica ou social deva ser interrompida neste momento", acrescentando que o governo está trabalhando para garantir o fornecimento de petróleo a partir de outras fontes, publicou a Kyodo.
A Coreia do Sul já pediu à população que reduza o consumo de energia, enquanto a Malásia está incentivando o trabalho remoto para diminuir o uso de combustível. Mas Takaichi disse que não vê a necessidade de o governo apresentar um orçamento suplementar, após o Parlamento ter aprovado o orçamento original de 122,31 trilhões de ienes para este ano fiscal.
A primeira-ministra acrescentou que a incerteza em torno da região faz com que o governo atue com flexibilidade na adoção de medidas conforme as circunstâncias.
Foto: Canva






































