Polícia do Japão ampliará uso de câmeras corporais a partir de 2027

Tóquio – A partir do ano fiscal de 2027, a polícia japonesa ampliará o uso de câmeras corporais por seus agentes. Os testes realizados até agora mostraram que os equipamentos são importantes tanto para fornecer provas quanto para verificar se os policiais seguiram corretamente os procedimentos durante abordagens, autuações e investigações, segundo a Agência Nacional de Polícia (ANP).
O custo de cerca de 2 mil câmeras que serão utilizadas a partir de abril de 2027, quando começa o próximo ano fiscal, deverá chegar a aproximadamente 170 milhões de ienes, noticiou a Kyodo.
Departamentos de polícia de 13 províncias realizam testes com as câmeras desde setembro do ano passado em atividades de policiamento comunitário, fiscalização de trânsito e controle de multidões.
No policiamento comunitário, os testes foram realizados em Tóquio, Osaka e Fukuoka. As imagens chegaram a ser utilizadas como prova em um caso de obstrução do exercício de função pública ocorrido em Fukuoka. Um policial que interveio para mediar uma discussão foi chutado por um homem, e toda a situação, incluindo a abordagem policial, foi gravada.
As imagens das câmeras também foram importantes em outro caso envolvendo um suspeito de crimes relacionados a drogas. Ele alegou ter sido levado à força para interrogatório, mas a gravação mostrou que não houve irregularidades no procedimento.
As câmeras também foram utilizadas durante seis meses na fiscalização de trânsito em Niigata, Aichi e Kochi. Gravações feitas em 160 ocasiões foram analisadas para verificar se os policiais abordaram infratores de trânsito de acordo com as regras. Alguns dos motoristas abordados avaliaram positivamente o uso das câmeras, segundo a ANP.
Policiais de Hokkaido, Hiroshima e de outras províncias também vêm testando os equipamentos há cerca de um ano em operações de controle de multidões em espaços públicos, como eventos e estações ferroviárias.
Em mais de dez casos, pessoas demonstraram resistência em serem filmadas. Os policiais tentaram obter consentimento, explicando a finalidade da gravação. Diante da recusa, porém, o atendimento foi realizado por um agente que não utilizava o equipamento.
A polícia passou a considerar a adoção das câmeras como uma forma de verificar a adequação das abordagens realizadas nas ruas e também diante de questionamentos sobre a forma como alguns procedimentos de fiscalização de trânsito vinham sendo conduzidos.
Foto: Canva








































