Novas regras do COI excluem atletas trans de competições femininas

Suíça – O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou na quinta-feira (26) a decisão de barrar a participação de atletas trans em categorias femininas nas Olimpíadas. A admissão agora é reservada a pessoas do sexo biológico feminino que não sejam portadoras do gene SRY, segundo o comunicado da organização.
Com base nisso, a entidade revoga as regras ditadas em 2021, que liberavam cada federação a definir sua própria política, e passa a excluir tanto atletas transgênero quanto grande parte das atletas intersexo, que apresentam variações genéticas naturais e foram consideradas meninas desde o nascimento, publicou a France Presse.
Na nota divulgada pelo COI consta que aqueles que demonstrarem sua "insensibilidade total aos andrógenos", ou a incapacidade de seus corpos de utilizar a testosterona, podem ser isentos da nova medida.
A nova política será aplicada a partir dos Jogos de 2028, na administração da presidente Kirsty Coventry, sem ser retroativa.
As federações internacionais e instituições esportivas nacionais serão responsáveis pela realização de testes por meio de coleta de saliva, raspado bucal ou amostra de sangue. O exame deverá ser realizado "uma única vez na vida do atleta", informou o COI no comunicado.
Na verdade, a decisão já é válida para três modalidades desde o ano passado: atletismo, boxe e esqui, embora sua aplicação enfrente dificuldades práticas e legais.
O COI usou teste cromossômico de verificação de sexo entre 1968 e 1996, para abandoná-lo em 1999 sob pressão da comunidade científica.
Embora a medida venha recebendo aplausos, existem vozes contrárias à retomada dos testes, como cientistas, pesquisadores das Nações Unidas, juristas e organizações de direitos humanos. Já há 22 advogados no mundo apelando para que atletas e instituições nacionais rejeitem os testes genéticos por serem discriminatórios.
Foto: Canva







































