Meta bloqueia 6,8 milhões de contas de golpistas no WhatsApp

Estados Unidos – A Meta anunciou nesta semana que baniu, neste ano, mais de 6,8 milhões de contas do WhatsApp usadas para aplicar golpes. Muitas estavam associadas a centros criminosos no Sudeste Asiático, onde golpistas operam investimentos fraudulentos em criptomoedas e pirâmides financeiras.
A dona do WhatsApp alertou que os criminosos pedem às vítimas que paguem um valor adiantado para receber supostos lucros ou rendimentos. Eles chegam a mostrar quanto as pessoas já “ganharam” antes de pedir que depositem ainda mais dinheiro, segundo a mídia internacional.
Para identificar as contas fraudulentas, de janeiro a junho a Meta utilizou sinais técnicos para detectá-las antes que pudessem executar seus golpes. Como medida adicional, a empresa lançará uma nova função de segurança que alertará os usuários quando alguém que não está em sua lista de contatos os adicionar a um grupo do WhatsApp.
Esse tipo de fraude vem sendo aplicado por criminosos no Japão e em outros países, levando as pessoas a perder cada vez mais dinheiro. Em março, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) informou que consumidores perderam mais de US$ 12,5 bilhões para golpes em 2024 — um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Embora o número de casos tenha se mantido estável, a porcentagem de pessoas que perderam dinheiro subiu dois dígitos, segundo a FTC.
Os golpes mais comuns envolvem contato com vítimas por falsos representantes do governo, alertas sobre problemas em compras online, oportunidades de negócios e empregos fraudulentos, além de investimentos falsos.
No Japão, criminosos abordam as vítimas por redes sociais, conquistam sua confiança e as convencem a investir. A pessoa envia grandes quantias para uma conta indicada pelos golpistas e, ao tentar resgatar o valor, é informada de que precisa pagar mais uma taxa. É nesse momento que, geralmente, a vítima percebe que caiu em um golpe.
O diretor do Bureau de Proteção ao Consumidor dos EUA, Christopher Mufarrige, afirmou que os golpistas estão cada vez mais criativos em suas táticas. Já Rachel Tobac, hacker e CEO da SocialProof Security, aconselha os usuários do WhatsApp a terem cautela ao receber mensagens que criem um falso senso de urgência.
“Os golpistas se aproveitam da bondade, do desespero ou do medo de que a pessoa possa estar em apuros se não enviar o dinheiro rapidamente”, disse ela.
A Meta também informou que esses criminosos frequentemente tentam levar as vítimas a usar várias plataformas online para impedir que empresas de tecnologia descubram toda a extensão de suas operações.
Foto: Banco de Imagens







































