Meta bloqueia 6,8 milhões de contas de golpistas no WhatsApp

2025/08/08 12:00
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Estados Unidos – A Meta anunciou nesta semana que baniu, neste ano, mais de 6,8 milhões de contas do WhatsApp usadas para aplicar golpes. Muitas estavam associadas a centros criminosos no Sudeste Asiático, onde golpistas operam investimentos fraudulentos em criptomoedas e pirâmides financeiras.

A dona do WhatsApp alertou que os criminosos pedem às vítimas que paguem um valor adiantado para receber supostos lucros ou rendimentos. Eles chegam a mostrar quanto as pessoas já “ganharam” antes de pedir que depositem ainda mais dinheiro, segundo a mídia internacional.

Para identificar as contas fraudulentas, de janeiro a junho a Meta utilizou sinais técnicos para detectá-las antes que pudessem executar seus golpes. Como medida adicional, a empresa lançará uma nova função de segurança que alertará os usuários quando alguém que não está em sua lista de contatos os adicionar a um grupo do WhatsApp.

Esse tipo de fraude vem sendo aplicado por criminosos no Japão e em outros países, levando as pessoas a perder cada vez mais dinheiro. Em março, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) informou que consumidores perderam mais de US$ 12,5 bilhões para golpes em 2024 — um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Embora o número de casos tenha se mantido estável, a porcentagem de pessoas que perderam dinheiro subiu dois dígitos, segundo a FTC.

Os golpes mais comuns envolvem contato com vítimas por falsos representantes do governo, alertas sobre problemas em compras online, oportunidades de negócios e empregos fraudulentos, além de investimentos falsos.

No Japão, criminosos abordam as vítimas por redes sociais, conquistam sua confiança e as convencem a investir. A pessoa envia grandes quantias para uma conta indicada pelos golpistas e, ao tentar resgatar o valor, é informada de que precisa pagar mais uma taxa. É nesse momento que, geralmente, a vítima percebe que caiu em um golpe.

O diretor do Bureau de Proteção ao Consumidor dos EUA, Christopher Mufarrige, afirmou que os golpistas estão cada vez mais criativos em suas táticas. Já Rachel Tobac, hacker e CEO da SocialProof Security, aconselha os usuários do WhatsApp a terem cautela ao receber mensagens que criem um falso senso de urgência.

“Os golpistas se aproveitam da bondade, do desespero ou do medo de que a pessoa possa estar em apuros se não enviar o dinheiro rapidamente”, disse ela.

A Meta também informou que esses criminosos frequentemente tentam levar as vítimas a usar várias plataformas online para impedir que empresas de tecnologia descubram toda a extensão de suas operações.

Foto: Banco de Imagens

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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