Meteorologia confirma que os últimos 11 anos foram os mais quentes da história

Suíça – A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que o clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer momento da história observada, citando as concentrações de gases de efeito estufa que impulsionam o aquecimento contínuo da atmosfera e dos oceanos, além do derretimento do gelo. A organização acrescentou que as mudanças rápidas e em larga escala ocorreram ao longo de poucas décadas, mas terão repercussões prejudiciais por centenas, e potencialmente milhares, de anos.
Os dados da OMM constam do relatório Estado do Clima Global 2025, que confirma que os últimos 11 anos, até 2025, foram os mais quentes já registrados, sendo que 2025 foi o segundo ou terceiro ano mais quente da história, com os termômetros registrando 1,43 °C acima da média de 1850 a 1900.
Os eventos extremos resultados desse desequilíbrio, incluindo calor intenso, chuvas fortes e ciclones tropicais, causaram interrupções e devastação, evidenciando a vulnerabilidade das economias e sociedades interconectadas.
De acordo com a OMM, os oceanos continuam a aquecer e a absorver dióxido de carbono. Eles têm absorvido o equivalente a cerca de dezoito vezes o consumo anual de energia humana a cada ano nas últimas duas décadas.
Uma consequência disso é que a camada de gelo marinho no Ártico atingiu um nível mínimo recorde, enquanto a extensão do gelo marinho na Antártida foi a terceira menor já registrada, segundo o relatório.
“O estado do clima global está em situação de emergência. O planeta Terra está sendo levado além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos estão em alerta vermelho”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.
“A humanidade acaba de enfrentar os onze anos mais quentes já registrados. Quando a história se repete onze vezes, deixa de ser coincidência. É um chamado à ação”, disse Guterres.
Japão terá mais um verão extremo
A Agência Meteorológica do Japão indica que o país deve enfrentar mais um verão com temperaturas acima da média, mantendo uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos. As previsões sazonais apontam para um período de calor intenso em grande parte do território, com condições semelhantes ou até mais severas do que as registradas recentemente.
O Japão tem registrado uma sequência de verões extremamente quentes, com recordes sucessivos de temperatura. Em 2025, por exemplo, o país teve o verão mais quente desde o início das medições, reforçando o padrão de aquecimento observado ao longo da última década.
Segundo a agência, esse aumento das temperaturas está relacionado ao aquecimento global e às temperaturas elevadas da superfície do mar, que favorecem a formação de massas de ar quente sobre o arquipélago. Esses fatores combinados contribuem para períodos prolongados de calor intenso, com maior frequência de dias com temperaturas extremas.
Além disso, sinais já observados em 2026 reforçam essa tendência. A primavera apresentou temperaturas mais altas do que o normal em várias regiões, e a floração das cerejeiras ocorreu mais cedo, um indicativo climático frequentemente associado a anos mais quentes.
Foto: Canva







































