
Tóquio – O governo do Japão quer aumentar a proteção aos menores de idade nas redes sociais. O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações já tem uma proposta sendo analisada por especialistas, que segue uma linha mais cautelosa em relação a outros países que adotaram medidas semelhantes.
As autoridades japonesas devem jogar no colo das operadoras de redes sociais a implementação de um sistema de verificação de idade. Além disso, querem que estas gigantes de tecnologia avaliem e divulguem os riscos associados aos seus serviços. O plano do governo é proteger as crianças, mas sem proibições excessivas, segundo o Japan Daily.
O Ministério deverá apresentar um relatório até o verão e preparar as medidas até o fim deste ano.
O Japão já tem a Lei de Promoção de um Ambiente Aprimorado para o Uso Seguro da Internet por Jovens, que indica medidas para restringir o acesso a sites considerados nocivos. Mas elas não são eficientes no caso de redes sociais.
Como há prós e contras à restrição por idade, o governo analisará as sugestões feitas por estudantes do ensino fundamental e médio sobre o tema em audiências.
O tema esbarra na possível violação da liberdade de expressão e no direito à informação garantidos pela Constituição do país. Outro grupo que estudou o assunto no ano passado divulgou relatório sugerindo que as plataformas ofereçam serviços adaptados ao estágio de desenvolvimento dos jovens usuários.
Mas há outros pontos, como a dependência de redes sociais, como mostrou uma pesquisa do Centro Médico e de Dependência de Kurihama, da Organização Nacional de Hospitais, em Kanagawa, que apontou que 6% das pessoas entre 10 e 29 anos apresentavam suspeita de “uso patológico” dessas plataformas.
O longo tempo nas telinhas dos celulares expõe as crianças a situações perigosas, como apontou um relatório da Agência Nacional de Polícia, indicando que 1.566 delas foram vítimas de crimes nas redes sociais.
Foto: Canva






































