Japão aprova venda de Cialis sem receita para tratamento de disfunção erétil

Tóquio – O Ministério da Saúde do Japão aprovou recentemente a venda do medicamento Cialis como o primeiro que poderá ser adquirido sem receita para o tratamento de disfunção erétil. Mas existe um requisito.
O Cialis é produzido pela farmacêutica SSP Co., com sede em Tóquio. No entanto, a aquisição do medicamento só será possível no balcão após o farmacêutico do local confirmar que o cliente tem pelo menos 18 anos de idade, segundo a Kyodo.
O Cialis se tornará disponível em farmácias no Japão a partir de maio de 2026, assim que o Ministro da Saúde der seu aval após a coleta de comentários públicos.
A farmacêutica SSP espera que o início das vendas sem receita do medicamento ajude a ampliar as oportunidades de tratamento da disfunção erétil, visto que a disfunção sexual masculina tem grandes impactos na sociedade, como ser um fator no declínio das taxas de natalidade.
A SSP adquiriu uma licença para o Cialis da Nippon Shinyaku, de Kyoto, que fabrica o medicamento, e solicitou a aprovação do ministério para suas vendas sem receita.
Hoje, são necessários diagnósticos e prescrições médicas para obter medicamentos destinados à disfunção erétil.
O Cialis, um medicamento oral, pode melhorar os sintomas da disfunção erétil por até 36 horas após a ingestão, antes da relação sexual.
Pessoas que desenvolveram doenças hepáticas graves ou sofreram infarto do miocárdio nos últimos três meses não podem usar o Cialis.
Outro medicamento que entrará no combate à disfunção erétil chegará com o nome genérico de Tadalafil, que estará disponível nas farmácias a partir de maio de 2026. Ele também poderá ser adquirido pela internet após uma apresentação online realizada por um farmacêutico.
O Ministério da Saúde japonês decidiu aprovar a entrada desses medicamentos diante dos pedidos por uma opção sem receita, dada a pressão psicológica que alguns homens sentem ao consultar um médico para tratamento de disfunção erétil.
Para fugir desse sistema, alguns pacientes correm o risco de receber medicamentos fraudulentos ou contaminados quando tentam encomendar de fornecedores estrangeiros.
O consumo de tais medicamentos inclui possíveis efeitos colaterais, como hipersensibilidade, erupções cutâneas, urticária, dor muscular e dor de cabeça.
O mesmo tipo de tratamento para disfunção erétil foi aprovado como medicamento de venda livre na Grã-Bretanha e em outros três países europeus, de acordo com o ministério.
Foto: Canva








































