Japão aprova venda de Cialis sem receita para tratamento de disfunção erétil

2025/09/29 07:36
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Tóquio – O Ministério da Saúde do Japão aprovou recentemente a venda do medicamento Cialis como o primeiro que poderá ser adquirido sem receita para o tratamento de disfunção erétil. Mas existe um requisito.

O Cialis é produzido pela farmacêutica SSP Co., com sede em Tóquio. No entanto, a aquisição do medicamento só será possível no balcão após o farmacêutico do local confirmar que o cliente tem pelo menos 18 anos de idade, segundo a Kyodo.

O Cialis se tornará disponível em farmácias no Japão a partir de maio de 2026, assim que o Ministro da Saúde der seu aval após a coleta de comentários públicos.

A farmacêutica SSP espera que o início das vendas sem receita do medicamento ajude a ampliar as oportunidades de tratamento da disfunção erétil, visto que a disfunção sexual masculina tem grandes impactos na sociedade, como ser um fator no declínio das taxas de natalidade.

A SSP adquiriu uma licença para o Cialis da Nippon Shinyaku, de Kyoto, que fabrica o medicamento, e solicitou a aprovação do ministério para suas vendas sem receita.

Hoje, são necessários diagnósticos e prescrições médicas para obter medicamentos destinados à disfunção erétil.

O Cialis, um medicamento oral, pode melhorar os sintomas da disfunção erétil por até 36 horas após a ingestão, antes da relação sexual.

Pessoas que desenvolveram doenças hepáticas graves ou sofreram infarto do miocárdio nos últimos três meses não podem usar o Cialis.

Outro medicamento que entrará no combate à disfunção erétil chegará com o nome genérico de Tadalafil, que estará disponível nas farmácias a partir de maio de 2026. Ele também poderá ser adquirido pela internet após uma apresentação online realizada por um farmacêutico.

O Ministério da Saúde japonês decidiu aprovar a entrada desses medicamentos diante dos pedidos por uma opção sem receita, dada a pressão psicológica que alguns homens sentem ao consultar um médico para tratamento de disfunção erétil.

Para fugir desse sistema, alguns pacientes correm o risco de receber medicamentos fraudulentos ou contaminados quando tentam encomendar de fornecedores estrangeiros.

O consumo de tais medicamentos inclui possíveis efeitos colaterais, como hipersensibilidade, erupções cutâneas, urticária, dor muscular e dor de cabeça.

O mesmo tipo de tratamento para disfunção erétil foi aprovado como medicamento de venda livre na Grã-Bretanha e em outros três países europeus, de acordo com o ministério.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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