Idosas no Japão preferem inteligência artificial para resolver conflitos

Tóquio – Uma pesquisa revelou que quase metade das mulheres na faixa dos 60 e 70 anos residentes no Japão prefere receber conselhos de uma inteligência artificial (IA) sobre como lidar com conflitos interpessoais. O levantamento também mostrou que, nos demais grupos demográficos, consultar uma pessoa continua sendo a opção mais comum.
O estudo foi feito por questionário online pelo Japan Institute for Promotion of Digital Economy and Community (JIPDEC), entre 14 e 16 de janeiro de 2026. Os pesquisadores perguntaram se os entrevistados preferiam consultar uma pessoa ou uma IA sobre problemas de relacionamento, em situações nas quais desejavam uma avaliação imparcial e objetiva, publicou a Kyodo.
Entre as mulheres na faixa dos 60 e 70 anos, 47,8% responderam que escolheriam a IA, enquanto 37,3% disseram preferir seres humanos. Outros 14,9% afirmaram que não sabiam ou que não queriam escolher nenhuma das duas opções.
Já entre os homens na faixa dos 60 e 70 anos, 57,0% disseram que preferem consultar pessoas, enquanto 25,2% citaram a IA. Outros 17,8% não souberam ou não quiseram escolher.
No resultado geral entre todos os entrevistados, 45,8% disseram que escolheriam pessoas e 36,5% afirmaram que recorreriam à IA ao buscar conselhos imparciais e objetivos sobre problemas interpessoais. Os 17,7% restantes disseram que não sabiam ou que não queriam escolher nenhuma das duas opções.
O resultado surpreendeu Atsushi Nakagomi, professor associado da Universidade de Chiba, que estuda a interseção entre IA e saúde humana. Segundo ele, a IA pode fazer com que as pessoas se sintam mais confortáveis para se abrir, por permitir que busquem conselhos sem se preocupar com a forma como seus comentários serão percebidos.
A pesquisa recebeu respostas válidas de 1.449 pessoas de 18 a 79 anos residentes no Japão. O relatório do JIPDEC também aponta que a IA tende a ser mais escolhida para tarefas práticas, como organizar ideias, revisar textos e buscar informações preliminares, enquanto seres humanos ainda são preferidos em temas mais ligados a emoções, relações pessoais e interesses afetivos.
Foto: Canva






































