Fraude em subsídios da Covid-19 envolve quase 2 mil empresas no Japão

Tóquio – Um total de 1.973 empresas fraudou o sistema de subsídios do governo japonês entre abril de 2020 e maio de 2026, dentro do programa de estabilização de empregos relacionado à pandemia de Covid-19. O valor solicitado de forma irregular chegou à impressionante marca de 63,5 bilhões de ienes, de acordo com uma pesquisa da Tokyo Shoko Research.
O maior número de fraudes foi registrado no setor de serviços, com 701 empresas, seguido pela área de construção civil, com 218 empresas envolvidas. Também foram identificados 160 casos na indústria, 111 no setor de transportes, 98 no varejo e 90 no setor atacadista.
Na divisão mais detalhada por atividade, os restaurantes aparecem em primeiro lugar, com 219 casos. A pesquisa também cita agências de trabalho temporário e terceirização, agências de viagem e salões de beleza.
A província de Aichi registrou o maior número de violações, com 301 casos. Em Tóquio, foram anotados 240 casos, enquanto Osaka teve 191, e Kanagawa, 151 ocorrências.
Entre as províncias com menos fraudes, aparecem Fukuoka, com 82 casos; Tochigi, com 73; Hiroshima, com 62; Kyoto, com 59; Saitama, com 56; Miyagi, com 55; Mie, com 42; Niigata, com 39; Gunma, com 36; Fukushima e Ehime, com 34 cada; e Ibaraki, com 32.
Kagawa teve apenas um caso, seguida por Yamagata, com 2, e Shimane, com 3.
Por região, Kanto lidera, com 738 casos, seguida por Chubu, com 411; Kinki, com 311; Kyushu, com 173; e Tohoku, onde foram registradas 112 ocorrências. Chugoku teve 110 casos; Shikoku, 62; Hokuriku, 32; e Hokkaido, 24.
Do total de 1.973 casos de fraude, 146 empresas faliram até maio de 2026, o que representa uma taxa de 7,39%. O índice é considerado alto e equivale a 26,3 vezes a média nacional de falências, que é de 0,28%.
A descoberta da fraude resulta em uma carga pesada para as empresas. Além da devolução dos subsídios recebidos e do pagamento de valores adicionais, como multas, elas também sofrem a perda de confiança por parte de parceiros comerciais, clientes e instituições financeiras.
O total de subsídios pagos irregularmente, de 63,54 bilhões de ienes, representa uma média de 32,2 milhões de ienes por caso. Algumas das empresas tinham entre 10 e menos de 50 anos de atividade, mas 25 delas tinham mais de 100 anos de história.
Foto: Canva







































