
Tóquio – O cometa C/2026 AI, conhecido como MAPS, é considerado um candidato a uma das maiores atrações astronômicas deste ano. Isso ocorre porque, devido à sua órbita, ele passará muito próximo ao Sol no início de abril. Caso sobreviva a essa passagem, poderá se tornar um dos objetos mais brilhantes no céu, com visibilidade confirmada no Japão.
O detalhe relevante é que o MAPS pertence ao grupo dos sungrazers de Kreutz, isto é, cometas que podem atingir um brilho intenso, mas que também correm o risco de se desintegrar, de acordo com o Outside Magazine.
O Galeria do Meteorito informou que, se o cometa se mantiver íntegro após passar pelo Sol, será um dos maiores astros visíveis no céu das últimas décadas. A expectativa é que ele apresente um brilho 10 vezes superior ao do famoso Hale-Bopp.
A estimativa indica que ele poderá ser visto no Japão entre os dias domingo (5) e sexta-feira (10) de abril, logo após o pôr do sol. O horário considerado ideal compreende o intervalo entre 30 e 45 minutos após o sol se pôr, no início da noite, com o cometa posicionado baixo no horizonte oeste.
O pico de seu brilho é esperado para os dias sábado (4) e domingo (5) de abril, podendo atingir a magnitude -4, que é semelhante ao brilho do planeta Vênus. É importante ressaltar que tal fenômeno depende da integridade do corpo celeste em sua aproximação solar.
Existe outro fator que poderá dificultar a observação. O observador deverá mirar o horizonte no sentido oeste, logo após o pôr do sol. Entretanto, pode haver dificuldade técnica, já que o cometa estará ainda muito próximo ao brilho residual do Sol.
Em todo caso, a recomendação é buscar uma visão totalmente desobstruída do horizonte oeste, como em regiões costeiras, áreas abertas ou locais elevados. Praias são favoráveis porque permitem a visualização até o limite do horizonte. Montanhas ou mirantes auxiliam a obter alguns graus a mais de visibilidade acima da linha do horizonte.
O cometa MAPS poderá ser visível a olho nu, caso atinja o brilho previsto. Contudo, o uso de binóculos é recomendado para uma melhor experiência.
Atenção: o observador nunca deve olhar diretamente para o Sol. É fundamental garantir que a estrela já tenha desaparecido no horizonte antes de tentar localizar o MAPS.
Astrônomos consideram que o risco de desintegração do cometa é alto, visto que ele passará a 784 mil quilômetros da superfície solar, uma distância reduzida em termos astronômicos. No caso de fragmentação, o cometa poderá desaparecer antes de atingir o seu brilho máximo.
O cometa poderá ser observado de todas as partes do Japão, mas alguns pontos aumentam as chances de uma visualização superior devido ao horizonte amplo e limpo, de preferência em locais voltados para o Mar do Japão.
Os locais recomendados são:
- Niigata (Niigata)
- Kanazawa (Ishikawa)
- Fukui (Fukui)
- Tottori (Tottori)
- Fukuoka (Fukuoka)
- Áreas costeiras em geral
Foto: Canva








































